Sinomil confirma dados de Célio Campos à CPI
A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga possíveis irregularidades durante o último ano de mandato do ex-governador Alcides Rodrigues (PP) está ouvindo nesta quinta-feira, 2, o depoimento do ex-superintendente de Controle Interno da Secretaria da Fazenda, Sinomil Soares da Rocha. Além do presidente da CPI, Cláudio Meirelles (PR), estão participando os deputados-membros da Comissão Doutor Joaquim (PPS), Francisco Gedda (PTN), Luis Cesar Bueno (PT) e o suplente Talles Barreto (PTB).
O ex-superindente de Controle Interno da Secretaria da Fazenda, Sinomil Soares da Rocha afirmou que o ex-governador Alcides Rodrigues deixou as contas do Estado em situação melhor do que quando assumiu o governo. Ele confirmou os dados apresentados por Célio Campos, ex-secretário da Fazenda, no depoimento da quarta-feira, 1º, afirmando que o déficit recebido pelo ex-governador foi de R$ 898 milhões e um saldo negativo de R$ 562 milhões.
Sinomil disse ainda que a receita deixada por Alcides no final de sua gestão seria de R$ 12 bilhões. No início, segundo ele, a receita era de R$ 7 bilhões. Sinomil Soares, disse que Alcides Rodrigues assumiu o governo com 32,36% das receitas do Estado comprometidas, enquanto ao final de sua gestão essa relação era de 15,95%. Ele frisou também que Alcides deixou 40% da folha quitada, citando que na Secretaria da Educação os salários foram pagos integralmente.
O ex-superintendente de Controle Interno da Secretaria da Fazenda afirmou que a frustração do empréstimo da Celg impediu a quitação da folha salarial em dezembro. “Opção legal era pagar débitos que venceriam primeiro. O que norteou o pagamento de empreiteiras foi a Lei de Responsabilidade Fiscal”, explicou.
Quanto a possíveis problemas na gestão de Franciso Gedda à frente da Metrobus, Sinomil Soares admitiu que realmente foi realizada uma auditoria no órgão. “Fiscalizamos sim a Metrobus e demos o direito ao presidente ao contraditório. Ao final da auditoria, não concordamos com três itens. Coube a ele oferecer as suas justificativas para que o TCE aceitasse ou não”, afirmou.
O ex-superintendente de Controle Interno da Sefaz Sinomil Soares afirma que a fiscalização realizada na Metrobus à època da gestão de Franciso Gedda era procedimento normal.
"Nós fizemos auditoria em vários órgãos. Não foi apenas na Metrobus. Fizemos um relatório na época. Francisco Gedda apresentou suas justificativas. A maior parte foi acatada, mas três receberam ressalvas. Gedda terá oportunidade de apresentar suas justificativas ao TCE", declarou o ex-superintendente.