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Sinomil confirma dados de Célio Campos à CPI

02 de Junho de 2011 às 09:40
A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga possíveis irregularidades durante o último ano de mandato do ex-governador Alcides Rodrigues (PP) está ouvindo nesta quinta-feira, 2, o depoimento do ex-superintendente de Controle Interno da Secretaria da Fazenda, Sinomil Soares da Rocha. Ele confirmou dados prestados ontem pelo ex-secretário da Fazenda Célio Campos.

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga possíveis irregularidades durante o último ano de mandato do ex-governador Alcides Rodrigues (PP) está ouvindo nesta quinta-feira, 2, o depoimento do ex-superintendente de Controle Interno da Secretaria da Fazenda, Sinomil Soares da Rocha. Além do presidente da CPI, Cláudio Meirelles (PR), estão participando os deputados-membros da Comissão Doutor Joaquim (PPS), Francisco Gedda (PTN), Luis Cesar Bueno (PT) e o suplente Talles Barreto (PTB).

O ex-superindente de Controle Interno da Secretaria da Fazenda, Sinomil Soares da Rocha afirmou que o ex-governador Alcides Rodrigues deixou as contas do Estado em situação melhor do que quando assumiu o governo. Ele confirmou os dados apresentados por Célio Campos, ex-secretário da Fazenda, no depoimento da quarta-feira, 1º, afirmando que o déficit recebido pelo ex-governador foi de R$ 898 milhões e um saldo negativo de R$ 562 milhões.

Sinomil disse ainda que a receita deixada por Alcides no final de sua gestão seria de R$ 12 bilhões. No início, segundo ele, a receita era de R$ 7 bilhões.
Sinomil Soares, disse que Alcides Rodrigues assumiu o governo com 32,36% das receitas do Estado comprometidas, enquanto ao final de sua gestão essa relação era de 15,95%. Ele frisou também que Alcides deixou 40% da folha quitada, citando que na Secretaria da Educação os salários foram pagos integralmente.

O ex-superintendente de Controle Interno da Secretaria da Fazenda afirmou que a frustração do empréstimo da Celg impediu a quitação da folha salarial em dezembro. “Opção legal era pagar débitos que venceriam primeiro. O que norteou o pagamento de empreiteiras foi a Lei de Responsabilidade Fiscal”, explicou.

Quanto a possíveis problemas na gestão de Franciso Gedda à frente da Metrobus, Sinomil Soares admitiu que realmente foi realizada uma auditoria no órgão. “Fiscalizamos sim a Metrobus e demos o direito ao presidente ao contraditório. Ao final da auditoria, não concordamos com três itens. Coube a ele oferecer as suas justificativas para que o TCE aceitasse ou não”, afirmou. 

O ex-superintendente de Controle Interno da Sefaz Sinomil Soares afirma que a fiscalização realizada na Metrobus à època da gestão de Franciso Gedda era procedimento normal.

"Nós fizemos auditoria em vários órgãos. Não foi apenas na Metrobus. Fizemos um relatório na época. Francisco Gedda apresentou suas justificativas. A maior parte foi acatada, mas três receberam ressalvas. Gedda terá oportunidade de apresentar suas justificativas ao TCE", declarou o ex-superintendente.

Em relação às obras em escolas, Sinomil Soares explica que questões burocráticas impediram execução dos serviços que seriam realizados por meio de convênios firmados no final de 2008 entre secretaria de Educação, secretaria da Saúde e a Agetop. Segundo ele, o dinheiro foi liberado pelo tesouro estadual, mas não foram realizadas as obras, que consistiam na reforma, ampliação e construção de escolas e unidades de saúde. O ex-superintendente de Controle Interno da Sefaz disse que as verbas voltaram para a conta centralizadora do Estado.
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