Ícone alego digital Ícone alego digital

Secretário da Saúde responde dúvidas sobre organizações sociais de saúde

07 de Junho de 2011 às 12:45

Com auditório lotado, participantes da audiência pública que debateu, na manhã desta terça-feira, 7, a contratação de Organizações Sociais de Saúde (OS) para administrar unidades hospitalares no Estado de Goiás, fizeram vários questionamentos aos membros da mesa, dentre os quais estava o secretário estadual de saúde, Antônio Faleiros.

Os principais pontos levantados foram pertinentes à questão da legalidade da proposta, que segundo alguns participantes, isenta o Estado de uma atividade fim que conforme disposto no Art. 06 da Constituição Federal diz que a Saúde é direito do cidadão e dever do Estado.

Outros questionamentos diziam respeito à ausência de concursos para contratação dos colaboradores destas instituições em contrato de gestão com OSS e a possível tendência ao clientelismo; de como seria o regime jurídico da parceria estabelecida; à ausência da exigência de licitação, que segundo alguns participantes, disfarça o uso do dinheiro público como se o mesmo fosse privado.

Foram levantados também relatos de casos em Estados mais avançados na questão, como São Paulo, por exemplo, em que há mais de quatro anos que não é realizado concurso público para a Saúde no Estado e da impossibilidade de cobrar das unidades de saúde tradicionais comparação com as geridas pelas OSS, já que, segundo um participante, a disponibilidade de verba de ambas possuem imensa discrepância.

Por fim foi questionada a implantação do sistema no Estado, neste momento, tendo em vista que tramita na esfera federal a PEC 29 que visa garantir financiamento suficiente e estável para o setor de Saúde, uma vez que define o quanto das receitas da União, estados, Distrito Federal e municípios deve ser destinado às ações e serviços públicos de saúde.

Diante dos questionamentos os componentes da mesas fizeram suas considerações. Irmã Rita disse que não há ilegalidade na parceria tendo em vista que a mesma é prevista por Lei. A gestora do Hospital de Urgências Dr. Henrique Santillo em Anápolis (Huana), informou também que tudo o que é comprado para a unidade é patrimônio do Estado e o que é gasto é fiscalizado por auditorias internas e externas.

O secretário estadual de saúde defendeu que as vantagens do sistema estão na agilidade, no menor custo, e informou ainda que em Goiás, será respeitada o regime de contratação de cada unidade. “Se o hospital vem atendendo com colaboradores contratados em regime celetista, uma exigência será que essa característica seja mantida”, informou.

Antônio Faleiros explicou ainda que a prioridade de atendimento das unidades seria 100% pelo Sistema Único de Saúde (SUS). “Não existirá convênios ou atendimentos particulares”, afirmou.

O encontro foi realizado na Sala Solon Amaral da Assembleia, por iniciativa do deputado Helio de Sousa (DEM).

Compartilhar

Nós usamos cookies para melhorar sua experiência de navegação no portal. Ao utilizar você concorda com a política de monitoramento de cookies. Para ter mais informações sobre como isso é feito, acesse nossa política de privacidade. Se você concorda, clique em ESTOU CIENTE.