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Metas Fiscais

08 de Junho de 2011 às 15:30
Chefe da Controladoria do Estado, José Carlos Siqueira avaliou como positivas as metas fiscais de 2011, nesta quarta, 8.

Em sua exposição no Auditório Solon Amaral da Assembleia Legislativa, na tarde desta quarta-feira, 8, o secretário-chefe da Controladoria Geral do Estado (CGE), José Carlos Siqueira, disse que a avaliação das Metas Fiscais do primeiro quadrimestre de 2011 é positiva, já que a dívida consolidada líquida reduziu bastante nos últimos anos, inclusive neste início de 2011. "A variação entre dívida consolidada líquida e receita corrente líquida caiu de 3,52 em 1997 para 1,18 agora em 2011", destacou.

A receita corrente líquida, que era de R$ 1,8 bilhão em 1997, chegou a R$ 6 bilhões em 2005, subiu para R$ 10,5 bilhões em 2010 e, agora, é de R$ 11,1 bilhões. Já a dívida consolidada líquida era de R$ 6,4 bilhões em 1997, chegou a R$ 11,2 bilhões em 2005, alcançou R$ 14,4 bilhões em 2010 e agora é de R$ 13,2 bilhões.

Segundo o secretário-chefe, houve também um crescimento da receita do Estado na arrecadação de impostos, incluindo ICMS, IPVA, ITCD e IRRF e taxas em geral. "No entanto, aumentaram os juros e encargos da dívida de 2010 para 2011, comparando igual período, sem contar que aumentou também o que é pago para amortizar a dívida", apontou.

Na evolução das receitas de transferências da União para o Estado, houve alta no IPI, FPE, Lei Kandir, Cide e Fundeb, mas houve queda no valor total repassado nos convênios e nos repasses da Funasa e Bolsa Família, se compararmos o primeiro quadrimestre de 2011 com o primeiro de 2011.

José Carlos Siqueira afirmou que o Governo do Estado tem elevada preocupação com os danos do crescimento vegetativo da folha de pagamento do funcionalismo do Estado. "Às vezes, em um ano, a folha cresce vegetativamente 8%, sem contar novos comissionados, concursos públicos, a data-base e outros reajustes", afirmou.

Segundo Siqueira, alguns concursos públicos já realizados poderiam ter sido adiados e outros reajustes não deveriam ter sido feitos. O controlador-geral participa neste momento de uma audiência pública na Assembleia para onde expõe as Metas Fiscais do Governo no primeiro quadrimestre de 2011. 

Uma solução para combater o crescimento vegetativo da folha de pagamento, na avaliação do controlador-geral, é estabelecer mais gestões compartilhadas com a iniciativa privada e com Organizações Sociais (OS), como já ocorre no Centro de Reabilitação e Readaptação Dr. Henrique Santillo (Crer). "O gasto com pessoal é bem menor no Crer e os resultados estão acima do esperado", afirmou.

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