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CPI vai investigar total de gastos com publicidade no governo anterior

09 de Junho de 2011 às 11:57

Durante a CPI que investiga possíveis irregularidades no governo Alcides Rodrigues, o presidente da Comissão, deputado Cláudio Meirelles (PR), pergunta ao ex-presidente da Agecom Marcus Vinícius Felipe se ele confirma que em 2010 sua pasta deixou de pagar mais de R$ 15 milhões que estavam autorizados.

"Em depoimento à CPI, o ex-secretário da Fazenda Célio Campos confirmou que até 2008 as contas estavam sanadas e que, a partir de 2009, com a crise mundial, as contas entraram em desequilíbrio, chegando a 2010 com restos a pagar", observa Cláudio Meirelles.

Marcus Vinícius informa que a Agecom encaminhava à Secretaria da Fazenda todos os processo que estavam prontos para serem liquidados. Afirma também que não tem conhecimento se sua pasta deixou restos a pagar.

Segundo o ex-presidente da Agecom, em 2010, o governou investiu R$ 37 milhões em publicidade no primeiro semestre e R$ 27 milhões no segundo semestre.

Mas Cláudio Meirelles afirma que tem informações de que em 2010 o governo autorizou gastos de R$ 112 milhões com publicidade, dos quais foram pagos R$ 97 milhões e deixou-se de pagar R$ 15 milhões.

"Este total deve se referir aos gastos efetuados por todos os órgãso e não apenas pela Agecom", informa Marcus Vinícius. Segundo ele, no site Transparência Goiás consta que a Agecom gastou R$ 53 milhões com publicidade.

Por causa disso, Cláudio Meirelles pede aos técnicos do Tribunal de Contas do Estado (TCE) que auxiliama CPI que confirmem se os gastos foram feitos por todos os órgãos.

Marcus Vinícius afirma ainda que as autorizações para gastos com publicidade do Governo eram feitas de acordo com a necessidade de cada órgão, com parecer também das agências de publicidade, mas a decisão final era feita pela Agecom. Ele diz ainda que não tem conhecimento se recebeu ofício do governador autorizando gastos com publicidade.

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Isso nos deixa preocupados porque os representantes da administração anterior têm muito mais informações sobre a gestão de Marconi, de 2003 a 2006, do que do governo de que participaram", disse Meirelles.

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