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Audiência pública debate o fechamento de centro de apoio ao portador de HIV

13 de Junho de 2011 às 16:00

Representantes do “Condomínio Solidariedade” falam agora, na audiência pública da Comissão de Direitos Humanos, Cidadania e Legislação Participativa, no Auditório Solon Amaral.

O “Condomínio Solidariedade” é uma instituição pública de assistência aos portadores de HIV/AIDS. O espaço, inaugurado em 1995, oferece apoio médico e psicológico aos portadores do vírus. O representante da instituição, André Luiz, afirma que “o Condomínio é um equipamento social importante, que presta assistência desde a identificação da presença do vírus até a reintegração do portador na sociedade”.

Maristane Moreira, participante do movimento “Igualdades”, é portadora do vírus HIV e cadastrada no Condomínio Solidariedade. Ela afirma que dentro da instituição, participou de reuniões de auto-ajuda que a ajudaram a recuperar sua auto-estima. “Nós não queremos leitos, queremos dignidade”, disse Maristene, se referindo ao fato de que a instituição é um centro de reintegração, não apenas um alojamento.

Outra participante do Condomínio, Elizabete Marques, ressalta que “a importância do condomínio, além da inserção social, é o suporte que a instituição dá aos portadores, tanto físico quando psicológico”. Ela relembra que o centro já possuiu inclusive uma academia, que era útil tanto para a saúde dos associados, quanto para o lazer. Além disso, o centro também oferecia atendimento com nutricionistas e assistentes sociais.

Os manifestantes participam da Audiência com o intuito de se opor ao fechamento da instituição. A razão apresentada pela Secretaria Estadual de Saúde para fechar o Condomínio é que a unidade possui muitos funcionários para o atendimento de poucas pessoas.

Segundo o deputado Mauro Rubem, presidente da Comissão, a média é de 70 funcionários para a realização de dez atendimentos por mês. Ele acredita que é possível realizar uma reforma na forma de atendimento, com o objetivo de atender melhor a população, adequando a unidade a um perfil que seja bom para a sociedade, mas não fechar o centro.

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