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Presidente da CNEN esclarece questões sobre o depósito de lixo radioativo

16 de Junho de 2011 às 10:41

O presidente da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), Odair Dias Gonçalves, que participa da audiência que debate a possibilidade do município de Abadia de Goiás receber o lixo nuclear das usinas de Angra 1 e Angra 2, apresentou na oportunidade alguns esclarecimentos sobre a questão.

Odair ressaltou primeiramente que o investimento em Abadia de Goiás só seria feito com o consentimento da sociedade. “Se a população não quiser esse lixo simplesmente não irá para a cidade. O que temos certeza é que precisamos de um depósito, e em um primeiro instante todo município brasileiro é candidato. Quando citamos como possível cidade o município de Abadia é porque o mesmo é referência mundial neste tema”, disse.

O presidente informou que o País pretende começar a construir a estrutura até 2016 e alguns critérios como terreno estável, não estar sujeitos a inundações e fácil acessibilidade são fatores fundamentais. “Estes quesitos são encontrados na cidade goiana que a tornam uma possibilidade para a instalação do depósito”.

Segundo Odair o depósito não seria utilizado para combustível, que é de alta atividade e sim para resíduos de operação como filtros, e materiais utilizados no manejo das usinas, de média e baixa atividade. “O que posso informar é que nunca, no mundo, houve acidente com esse tipo de material para o qual o depósito será construído”.

A audiência acontece neste momento, no Auditório 7, da Câmara Federal, em Brasília.

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