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Exposição de Grafite é aberta na Assembleia

21 de Junho de 2011 às 15:55

Ocorreu nesta terça-feira, às 14h30, no saguão interno da Casa, abertura da exposição de telas grafitadas por jovens do Residencial Real Conquista.  A exposição faz parte do projeto Terça Cultural, do Centro de Cultura e Intercâmbio (CCI) da Assembleia Legislativa e permanece na Casa até quarta-feira, dia 22. As telas foram produzidas por 30 jovens que participaram de Oficina de Grafite promovida pela Agência Goiana de Habitação, Agehab.

A Oficina ocorreu em maio, e teve como objetivo desenvolver o espírito de trabalho em equipe, a autonomia e a criatividade nos jovens por meio de uma atividade lúdica e criativa. Segundo um dos instrutores da Oficina, o grafiteiro Rafael de Almeida, “a sociedade deveria abrir mais as portas para ações sociais que resgatem a cidadania”. Ele afirma ainda que “o grafite desperta mais a curiosidade dos jovens, pois é uma arte urbana que retrata o lugar onde esses adolescentes vivem”.

Um dos jovens que participou da Oficina, Lucas Borges, de 15 anos, afirmou que apesar de já ter contato com o grafite há muito tempo, foi muito bom aprender técnicas com um grafiteiro profissional. “Nós continuamos em contato depois da Oficina, e agora penso em me profissionalizar como ele”, disse.

Construção social

Em discurso, o diretor de Desenvolvimento Institucional e Cooperação Técnica da Agehab, Luciano Alves Pereira, explicou que esse projeto faz parte de uma nova etapa no trabalho que a Agência realiza no Real Conquista: “Acabou o tempo da habitação, hoje fazemos uma construção social, para que tenhamos não só uma casa, mas um lar”. Ele disse ainda que esse mesmo projeto vai se estender para a região Noroeste e ao Setor Colina Azul em Aparecida de Goiânia. Nas próximas Oficinas adolescentes que participaram das aulas no Real Conquista, serão agora os instrutores.

Outro ponto ressaltado por Luciano é a importância da exposição na Assembleia Legislativa. Para ele, “as telas expostas aqui aumenta a auto-estima dos jovens e mostra aos deputados e ao poder legislativo como projetos simples dão certo”. “Conseguimos aqui aproximar a sociedade da Casa, e vice-versa”, finalizou.

Durante a abertura da exposição ocorreu uma apresentação de “street dance” de dois alunos do Centro de Artes Basileu França, Bruno Henrique Brito, de 16 anos e Ismarley Pereira, 15. Segundo Bruno, seu envolvimento com a dança começou em festas, mas o interesse aumentou e agora ele quer se profissionalizar. Ele afirma que “dançar na Assembleia é uma ótima oportunidade de apresentar nosso trabalho para pessoas que não têm muito contato com esse tipo de dança, diminuindo o preconceito”.

 

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