Ícone alego digital Ícone alego digital

Representantes dos trabalhadores discutem impactos da terceirização na Saúde

27 de Junho de 2011 às 11:27

Por iniciativa do presidente da Comissão de Direitos Humanos, Cidadania e Legislação Participativa, deputado Mauro Rubem (PT), a Assembleia realiza, nesta segunda-feira, 27, audiência pública sobre o impacto da terceirização da Saúde pública no Estado de Goiás.

A terceirização dos hospitais significa fazer contratos ou convênios, transferindo, por exemplo, uma unidade hospitalar pública a uma entidade civil, sem fins lucrativos, entregando bens móveis, máquinas e aparelhos hospitalares, recursos humanos e financeiros, dando autonomia de gerência para contratar e fazer compras. Além disso, a entidade tem poder de gerenciamento, execução e prestação de serviços públicos de saúde.

A presidente do Conselho Regional de Serviço Social (CRESS 19ª Região), Júnia Rios Campelo, declara ser contra a privatização do serviço de saúde pública no Estado e levanta questões como, de que forma seriam feitas as contratações e qual o valor estimado para concretizar a terceirização. "É importante a mobilização para discutir essa iniciativa do Governo que não nos favorece", destaca Júnia.

O coordenador geral do Sindicato dos Trabalhadores Técnico-Administrativos em Educação das Instituições Federais de Ensino Superior do Estado de Goiás (SINT-IFESgo), João Pires Júnior alerta que a decisão do Governo de terceirizar os hospitais públicos pode prejudicar o Sistema Único de Saúde. "Não deve haver privatização, deve haver investimentos, liberação de recursos. O Governo quer reduzir gastos, mas seria mais barato investir em prevenção, contratação de pessoal permanente, pois a mão de obra terceirizada é cara", pontua.

A audiência está sendo realizada no Auditório Costa Lima da Assembleia.

Compartilhar

Nós usamos cookies para melhorar sua experiência de navegação no portal. Ao utilizar você concorda com a política de monitoramento de cookies. Para ter mais informações sobre como isso é feito, acesse nossa política de privacidade. Se você concorda, clique em ESTOU CIENTE.