Coordenadora apresenta dados demográficos durante encontro na Assembleia
Programas do Governo Federal para a promoção, defesa e controle da efetivação dos direitos da criança e do adolescente; e a articulação e integração de ações com Estados e municípios foi tema de palestra durante o 1º Encontro Nacional de Presidentes de Comissões Legislativas Estaduais de Promoção e Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente. O evento aconteceu na manhã desta segunda-feira, 27, no Auditório Solon Amaral.
A palestrante, coordenadora geral do Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo (Sinase) da Secretaria Nacional de Promoção dos Direitos da Criança e do Adolescente da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, Thelma Alves de Oliveira, representando a Secretária Nacional, Carmem Silveira, apresentou alguns dados demográficos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Segundo as estatísticas, em 30 anos, o Brasil terá menos crianças e adolescentes e mais idosos. "O mais importante é pensar em que perspectiva isso vai mudar e que mesmo reduzindo será um número representativo, sendo 30% da população", explicou Thelma.
Ainda de acordo com os dados, os crianças e adolescentes do sexo masculino são 12 vezes mais vítimas de homicídio. E, conforme o Disque 100, 78% das vítimas de violência sexual são meninas; 68% dos agressores são do sexo masculino e entre 28 e 38 anos; e 58% do local de violência é residência. "Isso mostra que as meninas ainda são vítimas do machismo e os lares, que deviam ser protetores, nem sempre o são", disse a coordenadora geral do Sinase.
Thelma destacou o valor e importância de cada criança para a sociedade. "Toda criança carrega em si o infinito. Todos tem o mesmo potencial. Cada vez que vemos uma vítima de violência, junto com isso vai morrendo nosso sonho de uma sociedade melhor. O que observo é que ainda estamos muito no verbo e que pra fazer política pública é preciso de verbo e verba", brincou.
A coordenadora pontuou também algumas ações que o Governo Federal deve priorizar em promoção aos direitos da criança e adolescente. "Serão realizadas mais campanhas anuais para a primeira infância que compreende de 0 a 3 anos; o direito à família é outra questão a ser trabalhada, com aumento da porcentagem de adoção e preparação dos adotantes; serviços de atendimento; e desenvolvimento de políticas de direitos humanos".