Presidente do Tribunal de Justiça defende 100% do Fundesp para o Judiciário
O presidente do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás, Vítor Barbosa Lenza, afirma que o Poder Judiciário conquistou posição ímpar, e que o órgão precisa dos recursos do Fundesp para continuar este trabalho. Segundo ele, restam apenas dez fóruns para serem construídos. Um deles terá 60 varas, numa área de um alqueire. "Estamos pensando em um Goiás grandioso", afirma Lenza.
"Não podemos ser penalizados por inércia do Poder Executivo, que deixou voltar R$ 50 milhões para o Governo Federal. O Estado do Piauí, cheio de projetos, ficou com esse dinheiro", disse.
Lenza reconhece que é preciso equacionar as dificuldades das outras instituições. "Mas peço a cada representante dessas instituições que faça uma gerência que possa funcionar. Fazemos uma gestão do Poder Judiciário como se estivéssemos gerindo nossa própria casa", disse.
A tendência, segundo o presidente do Tribunal, é que a participação do Tribunal no Fundesp diminua com o tempo. Ele cita Santa Catarina, que começou cedendo 10% e hoje tem de ceder 55%.
No caso de o projeto ser aprovado na Assembleia, Vítor Lenza explica que uma das primeiras medidas seria cortar o número de estagiários que atuam no Poder Judiciário. "Somente com estagiários, gastamos R$ 11,5 milhões", explica o desembargador, que participa nesta tarde de uma audiência pública, na Assembleia, que discute o projeto de lei da Governadoria que trata da repartição de recursos financeiros do Fundo Especial de Reaparelhamento e Modernização do Poder Judiciário (Fundesp-PJ).