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Bruno Peixoto diz que Governo deixará fatura previdenciária para os servidores

19 de Dezembro de 2012 às 21:17

Ao iniciar a discussão do projeto de número 4.606/2012, logo depois da abertura da sessão extraordinária desta noite de quarta-feira, 19, o deputado Bruno Peixoto (PMDB) argumentou que o Governo não pode transferir para os servidores a fatura relativa à Previdência estadual. De acordo com ele, o Governo deveria reduzir gastos para evitar de onerar aos servidores. O parlamentar também encaminhou voto contrário à matéria.

"Este projeto vai prejudicar milhares de famílias de servidores goianos. Diz o relatório: "nossa recomendação para o exercício de 2012 é a manutenção do plano de custeio em vigor". Está escrito no relatório que o Governo anexou. Isso não é possível. É preciso que o Governo reduza as despesas, e não cobrar dos servidores a fatura. Há ações diretas de inconstitucionalidade contra Estados brasileiros que tentaram aumentar a alíquota. Não podemos nos silenciar", afirmou o peemdebista.

Projeto de lei que altera a Lei Complementar nº 77, de 22 de janeiro de 2010, no tocante às alíquotas de contribuição previdenciária patronal e aos servidores ativos e inativos do Estado de Goiás, tramita na Assembleia Legislativa. O processo protocolado pela Governadoria sob o número 4.606/2012, foi lido em plenário na terça-feira, 11, e seguiu para o crivo da Comissão Mista.

Na justificativa do projeto, o Governo propõe alteração do porcentual das contribuições de servidores efetivos, inativos e pensionistas de 11% para 13,25% e da contribuição patronal do Estado de Goiás de 22% para 26,5%.

“A modificação proposta permitirá que o referido déficit reduza de R$ 717,8 milhões para R$ 511,9 milhões anuais, sendo que essa diferença, de R$ 205,9 milhões, seria suprida pelo Tesouro Estadual (R$ 131,1 milhões), pelos servidores efetivos ativos (R$ 65,5 milhões) e pelos servidores inativos e pensionistas (R$ 9,2 milhões)”, expressa o anexo ao projeto de lei, encaminhado ao Governador.

“Durante o ano de 2011, foram inúmeras as dificuldades fiscais enfrentadas pelo Estado de Goiás. No fim do ano e nos próximos exercícios financeiros esses problemas tendem a permanecer em função das vinculações constitucionais crescentes, pagamentos da dívida historicamente em nível bastante elevado e as demandas por aumentos salariais já aprovados pelo Governador, além da necessidade de convocação dos concursados de anos interiores, com nomeações pendentes”,  explicam os secretários da Fazenda e da Gestão e Planejamento, na elaboração dos índices de reajuste.

De acordo com os secretários, a receita líquida do Tesouro Estadual prevista/executada em 2012 está comprometida em 73% com pagamentos de salários, 20% com pagamentos da dívida com a União e entidades financeiras nacionais e internacionais, e o restante com custeio e investimentos das vinculações constitucionais e legais existentes. Portanto, 100% dos recursos do caixa único do Estado já são comprometidos, praticamente inexistindo recursos para custeio e investimento dos órgãos que não têm vinculação constitucional.

“Verifica-se também que o comprometimento financeiro com aposentadorias e pensões, em 2011, somente do Poder Executivo, resultam em R$ 1,724 milhões. Esse valor foi composto pela contribuição dos servidores inativos e pensionistas (2,61% - R$ 4 milhões), pela contribuição dos servidores efetivos ativos (18,59% - R$ 320,5 milhões) e pelo Tesouro Estadual (78,80% - R$ 1.359 milhões), sendo que, neste último, R$ 641 milhões são referentes à contribuição patronal e R$ 717,8 milhões correspondentes ao déficit previdenciário. Esta situação é cada vez mais preocupante na medida em que parte considerável dos servidores efetivos ativos está próxima da aposentadoria”, justificam.

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