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Radioacidentados

12 de Setembro de 2013 às 12:30
Pauta de reivindicações de servidores do extinto Crisa vítimas do Césio 137 será apresentada em debate nesta sexta-feira, 13.

Por iniciativa do deputado Helio de Sousa (DEM), a Assembleia Legislativa de Goiás promove uma audiência pública no dia 13, às 9 horas, para debater a situação jurídica de ex-servidores do Consórcio Rodoviário Intermunicipal S/A, o extinto Crisa, que foram vítimas do césio 137. O debate acontece no Auditório Costa Lima.

Segundo Helio de Sousa, o objetivo é ouvir o relato dos ex-servidores e ampliar a discussão sobre os efeitos do acidente radiológico de Goiânia. Ele lembra que várias pessoas foram atingidas, entre elas policiais militares, integrantes do Corpo de Bombeiros e até servidores públicos – no caso alguns trabalhadores do Crisa.

Recentemente representantes dos ex-servidores do Crisa, com apoio do deputado Helio de Sousa (DEM) encaminharam ao governador Marconi Perillo um documento contendo as principais reivindicações do grupo. Estes itens, conforme o parlamentar, servirão de subsídio para que o Governo elabore o projeto de lei a ser, posteriormente enviado à apreciação do Poder Legislativo.

A pauta de reivindicações pede: maior isonomia dos grupos, de forma que todos os pensionistas tenham salários equiparados; pagamento da diferença no valor de R$ 29 mil, referente aos 36 servidores do Crisa contaminados durante o acidente; alteração da lei 14.226/02, que dispõe sobre reajuste de pensões e fixa critérios para conceção de aposentadorias; agilidade e definição da data do reajuste; retorno do benefício do Ipasgo para a família do radioacidentado; pensão destinada a pessoas que participaram da descontaminação em Goiânia, incluindo firmas particulares.

Na história

A contaminação teve início em 13 de setembro de 1987, quando um aparelho utilizado em radioterapia foi encontrado dentro de uma clínica abandonada em Goiânia, no Centro. Na época, ele foi classificado como nível 5 (acidentes com consequências de longo alcance) na Escala Internacional de Acidentes Nucleares, que vai de zero a sete, onde o menor valor corresponde a um desvio, sem significação para segurança, enquanto no outro extremo estão localizados os acidentes graves.

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