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Helio de Sousa diz que distribuição de recursos é explicação para situação da saúde

10 de Setembro de 2013 às 17:00

Ao iniciar os pronunciamentos do Grande Expediente, o deputado Helio de Sousa (DEM) disse que a distribuição de recursos públicos para o atendimento em saúde é a principal razão para a situação no setor. De acordo com ele, a universalização do sistema de Saúde, com a criação do SUS, foi um grande passo, mas a concentração das verbas no governo federal dificulta a descentralização do atendimento.

"Temos que analisar a história da saúde pública. Em dezembro, faço 40 anos que graduei em Medicina pela UFG. Em 1988, foi dado um passo importante na universalização do atendimento, com a criação do SUS. As coisas estão melhorando. Mas isso não permite que se diga que está bom. Não é fácil fazê-lo sem os recursos necessários. A grande vilã é a maneira de distribuição de recursos. A maioria das verbas fica com o governo federal, quase 70% do total. Aí, começa a desigualdade", afirmou o democrata. 

Helio de Sousa disse que as responsabilidades de cada esfera pública - municipal, estadual e federal - deve ser analisada. Para o democrata, a criação do Programa Saúde na Família foi um passo importante no processo de descentralização da saúde pública.

"Temos ainda de analisar as responsabilidades. O então ministro da Saúde Henrique Santillo criou o Programa Saúde na Família (PSF), que foi um grande passo. Mas lamentavelmente, sua implantação não foi bem sucedida. Cada equipe custa R$ 45 mil por mês. O governo federal custeia R$ 8 mil. O restante, fica a cargo dos municípios, que já estão sobrecarregados. Hoje, ninguém grita por falta de medicamentos, por exemplo, para a AIDS, que está controlada. Isso tem que comemorar. Mas a gente fica triste, já que o preço médio para UTI é R$ 1,5 mil, enquanto o SUS paga R$ 400. A diferença acaba sendo complementada pelo governo estadual", afirmou Helio de Sousa.

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