Voto aberto
O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Helder Valin, concedeu entrevista de aproximadamente uma hora, a membros do Clube dos Repórteres Políticos, na manhã desta quinta-feira, 10, no auditório Costa Lima da Assembleia Legislativa. Entre os diversos assuntos abordados, ele falou do seu projeto de reeleição, da convicção de que o governador Marconi Perillo deverá disputar, novamente, o Palácio das Esmeraldas; quadro sucessório, manifestações populares, e também sobre sua gestão à frente da Assembleia Legislativa.
O parlamentar disse que voto fechado, em alguns casos, pode ser salutar na medida em que evita que o parlamentar, especialmente nas câmaras de pequenos municípios, fique a mercê de pressões. “Não é o caso da Assembleia Legislativa. A Casa já está madura o suficiente para o voto 100% aberto. Até porque o voto fechado hoje é exceção. Ele só existe para a votação de vetos do Executivo e para a escolha de Conselheiros do TCE”, explicou.
Para Valin, os desgastes enfrentados pelos Poderes constituídos, são fruto do descompasso entre as demandas represadas e a capacidade dos gestores de apresentarem soluções e respostas. “Dentro do Legislativo, estamos procurando diminuir essas distâncias entre a população e os segmentos organizados. Utilizando, inclusive, as redes sociais”, contou.
O deputado admitiu que há muito a ser feito, mas elencou algumas conquistas das últimas legislaturas. “Quando eu cheguei aqui pela primeira vez (1999), o projeto chegava da Governadoria em uma tarde, e passava por até três votações na madrugada e já voltada para o Executivo. Hoje, isso não acontece mais. A sociedade pode se inteirar sobre as matérias que estão tramitando na Casa, assim como os deputados. Hoje, inclusive, todos os projetos estão disponíveis no Portal da Transparência”, explicou.
Valin também destacou projetos da Casa que ajudam na aproximação com a sociedade, como o Cidadão Participativo, que ele classificou como um dos mais importantes da história da Casa e mencionou o lançamento, no dia anterior, do Cidadão Participativo Itinerante. No Cidadão Participativo Itinerante, que tem como parceiros a Universidade Federal de Goiás e as prefeituras de Senador Canedo e de Aparecida de Goiânia, uma unidade móvel, com acesso à internet sem fio, percorre escolas e universidades, permitindo que estudantes e cidadãos em geral possam utilizar um aplicativo desenvolvido pela Assembleia para fazer denúncias ou apresentar sugestões on-line. Esse material é triado e encaminhado para as comissões pertinentes da Assembleia. “Tudo isso para que possamos interagir de forma contundente, ágil, efetiva”, explicou.
O presidente ressaltou ainda a participação do Parlamento estadual nos municípios, através do Programa Intercâmaras, implantado na sua primeira gestão à frente do Legislativo. Neste programa, “além de contribuirmos para capacitação de vereadores e assessores com vistas a um melhor desempenho de sua missão constitucional, temos feito uma interação muito grande com os municípios, onde colhemos subsídios para apresentações de requerimentos e projetos, bem como de emendas à Lei Orçamentária Anual (LOA).” O programa está em sua 21ª edição.