Governadoria veta projeto sobre memorial
Durante a sessão ordinária de quarta-feira, 18, foram lidos alguns vetos procedentes da Governadoria do Estado. Um deles, de número 3.395/13, veta integralmente o projeto nº 3.225/12, de autoria do deputado Luis Cesar Bueno (PT), que institui o Memorial às Vítimas do Acidente Radiológico com o Césio 137.
Segundo razões divulgadas pela Governadoria, a matéria de que trata o projeto pertence ao campo de reserva de iniciativa do Chefe do Executivo, de acordo com a Constituição Federal e a Constituição Goiana.
Além disso, a Governadoria justifica que já se cogita a criação de um memorial em homenagem às vítimas do acidente radiológico de 1987, com a determinação de uma série de medidas administrativas a serem cumpridas pelo Poder Executivo, desde a construção de um monumento imponente (obelisco com pedra com 50 metros de altura), até a realização de cerimônias cívicas e militares.
“Cabe ao Governador do Estado a decisão de deflagrar, ou não, o processo legislativo sobre semelhante assunto”, relata a Governadoria.
Segundo a proposta, o memorial teria o objetivo de relembrar o maior acidente radiológico já ocorrido, informar a população sobre os efeitos da radiação no ser humano, refletir sobre as consequências decorrentes do uso indevido de substâncias radiológicas e radioativas, e incentivar a pesquisa sobre os efeitos da radiação no corpo humano e as formas de tratamento.
Luis Cesar Bueno lembrou que, neste ano, completam-se 25 anos desde a ocorrência do maior acidente radiológico já registrado em área urbana. “O resultado dessa história foi um saldo de mais de 6 mil pessoas contaminadas com a radiação, segundo a Associação das Vítimas”, disse.
Para o parlamentar, o objetivo principal era que o acidente e suas vítimas fossem relembradas. “A exemplo de outros países, como Israel, que rememora os mártires do Holocausto, a cidade de Hiroshima (Japão), que recorda as vítimas da bomba nuclear, e Nova York (EUA), que rende culto aos vitimados no atentado ao World Trade Center, devemos evocar os falecidos no episódio.”