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Paulo Pergentino diz que nunca trabalhou em busca de reconhecimento público

04 de Outubro de 2013 às 09:55

Em discurso de agradecimento, o professor Paulo Pergentino Pinheiro Motta disse que nunca trabalhou em busca de reconhecimento público. De acordo com ele, as diversas atividades que exerceu foram com zelo e alegria. O ex-padre foi homenageado com a Medalha do Mérito Pedro Ludovico Teixeira durante a sessão especial desta sexta-feira, 4.

"Não tenho trabalhos de vida política ou administrativa que tenham redundado em reconhecimento público, mas não trabalhei buscando qualquer merecimento. O relato que diz do tempo que vivi e vivo nessa cidade é composto por muitas atividades no campo do ensino e junto ao Ministério Público; todas elas foram desempenhadas com zelo e alegria, mas no cumprimento de uma obrigação contraída e remunerada. Recebo, assim, a aprovação desta Assembleia Legislativa ao pleito de meu padrinho (Francisco Júnior), como um ato de amizade e solidariedade ao propositor da homenagem", afirmou o professor.

Paulo Pergentino contou que trabalhou como assessor do ex-ministro da Educação Jarbas Passarinho, mas que decidiu viver em Goiânia. Na capital de Goiás, disse o homenageado, prestou concurso para docência e obteve os dois primeiros títulos como educador.

"Trabalhei por cinco anos em Brasília, como assessor do ministro da Educação, Jarbas Passarinho, mas decidi me fixar em Goiânia, apesar dos privilégios gozados no serviço público da capital do país. Conheci Goiânia em 1952, quando vim prestar exames na Faculdade de Educação Católica, obtendo meus dois primeiros títulos de professor. Voltei aqui como diretor do Colégio Ateneu Dom Bosco, em 1967, e , definitivamente, em 1976. Prestei concurso nas Universidades Federal e Católica desta cidade, tendo lecionado em cada uma por mais de 20 anos. Como professor, lecionei em diversos estabelecimentos de ensino por 59 anos", afirmou o professor.

Paulo Pergentino disse que aplicava, quando promotor de justiça, a chamada "teoria do espelho", que faz com os infratores confrontem seus atos e se coloquem no lugar do outro. O homenageado informou ainda que obteve bons resultados com o método.

"Fui promotor de justiça nas cidades de Aurilândia, Goianápolis, Silvânia e Goiânia. Aqui, na Vara da Infância e Juventude, apliquei aos adolescentes infratores a conhecida 'terapia do espelho', mais apropriada para crianças. Mas devo dizer que foi obtido um êxito acima do esperado. Ainda estou devendo um relatório dessa experiência. A terapia do espelho nos faz refletir sobre nossos defeitos e qualidades em frente ao espelho e nos ajuda a elevar a autoestima e, assim, nos conhecer melhor, quanto à nossa potencialidade como pessoa", afirmou o professor.

Sobre sua transição da carreira de padre para professor, Paulo Pergentino disse que sentia falta da convivência com outras pessoas e queria arriscar novos horizontes. Para ele, a vida é curta e, por isso, tinha pressa.

"Estava farto de viver de tanta segurança no seminário. Queria ser invadido. Para isso eu nasci: encontrar-me nos outros. Queria um ar diferente, um ar misturado de incertezas e riscos, o ar livre do tempo. A vida é curta, tinha pressa. Gente me fazia falta, embora gente também aborreça. Tendo pedido autorização do papa Paulo VI, busquei trabalho e constitui família. Hoje, tenho dois filhos, Maria Paula e Fabrício, e um neto, Henrique", disse o professor.

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