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Autoridades demonstram interesse no debate sobre o Pacto Nacional pela Saúde

21 de Outubro de 2013 às 10:30

Audiência pública discute na manhã desta segunda-feira, 21, na Assembleia Legislativa o Pacto Nacional pela Saúde do Governo Federal, dentro dos programas Mais Saúde e Mais Médicos.

Representantes de entidades ligadas ao setor destacam a relevância da discussão proposta pelo presidente da Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa da Assembleia, deputado Mauro Rubem (PT).

 “A partir de agora ou colocamos os termômetros da saúde nos trilhos ou não sabemos onde isso vai parar”, disse o presidente do Conselho Estadual de Saúde, Venerando Lemes de Jesus.

A coordenadora do Programa Mais Médicos, representante da secretaria municipal de saúde de Aparecida de Goiânia, Érica Rocha, revelou que o Programa é muito recente e ainda está em fase de adaptação. “Estamos trocando a roda com o carro andando", brincou.

Segundo a presidente da Comissão de Direito Médico Sanitário e Defesa da Saúde da OAB-GO, Ana Lucia Amorim, a OAB de Goiás ainda não tem opinião externalizada sobre o Programa Mais Médico. Já a representante do Sindisaúde, Flaviana Alves, ressaltou que os sindicalistas estão na luta para buscar caminhos para consolidar melhor o SUS.

Erso Guimarães, presidente do Conselho Regional de Medicina de Goiás, salientou que a discussão desse tema mais médicos passa primeiro pela discussão da quantidade de médicos. Segundo ele, a população total do país gira em torno dos  300 milhões de habitantes e atualmente são registrados no CRM 380 mil médicos.

 “Isto significa que temos um médico para mil pacientes aproximadamente, o que está dentro das normas segundo a Organização Mundial de Saúde. Temos a quantidade suficiente”, disse.

O presidente do CRM revelou ainda que o problema não é a falta de médicos. “O problema é a falta de interesse do médico em trabalhar na questão básica, é a falta de interesse de se deslocar dos grandes centros”, pontuou. "Para isso deve haver investimento do Poder Público que paga mau aos profissionais da saúde", concluiu.

O debate está em andamento no Auditório Solon Amaral da Casa.  

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