Ícone alego digital Ícone alego digital

Vereadores participam de audiência pública em Rio Verde

29 de Outubro de 2013 às 11:46

Oito vereadores de Rio Verde fizeram uso da palavra durante a audiência pública que discute situação de vítimas de contaminação por agrotóxicos naquele município. Os debates acontecem no Auditório da Câmara Municipal de Rio Verde, e tiveram início às 9 horas desta terça-feira, 29.

O vereador Antônio Paes Toledo (PSD), médico, afirmou que atendera parte dos estudantes atingidos pelo acidente, ocorrido em maio, e alegou não ter detectado, na ocasião, maiores problemas com as vítimas "Não constatei, por exemplo, irritação grave de pele, e apenas um leve prurido, no caso de uma menina que atendi."

O vereador disse ainda que o agronegócio não pode prescindir do uso de agrotóxicos.

O vereador Luís Encanador (PMN) estendeu seus sentimentos a todos os envolvidos no acidente. "Tenho certeza de que os donos da empresa envolvida no acidente jamais quiseram provocar isso", disse, pedindo empenho da Comissão de Direitos Humanos do Senado Federal no intuito de buscar soluções para as famílias atingidas.   

Já Miltinho do Transporte (Solidariedade) questionou o depoimento do colega Antônio. "O primeiro atendimento das crianças foi realizado em Montividiu, e não em Rio Verde. Não vi o doutor Antônio no hospital de Montividiu para atender essas crianças. Não vi nenhum secretário para atender essas crianças em nosso município. Lá, vi, sim, crianças coçando até sangrar", afirmou.

Psicólogo, o vereador Wagner Azevedo (PRP) destacou a necessidade de acompanhamento psicológico das famílias. Ele revelou: "Eu tenho certeza que muitas pessoas se mobilizaram para atender às necessidades das crianças. O problema não é só do assentamento e da escola, mas também é nosso. O maior proveito que devemos tirar daqui é a defesa da vida e o respeito ao ser humano". 

Alegando ter sido testemunha ocular do acidente, Lúcia Batista (PT) revelou que o avião envolvido no acidente realizou pulverização diretamente sobre a escola. "Esses alunos precisam, sim, ser atendidos, precisam de médicos, de psicólogos e de remédio. Não houve homicídio, mas houve negligência. Como é que puderam colocar um leigo para realizar a pulverização?", questionou

Em seguida, o vereador Lucivaldo da Saúde (Pros) lembrou que devem ser criados novos mecanismos de prevenção contra acidentes envolvendo agrotóxicos. "Não podemos esquecer do ser humano, da vida, da saúde e da prevenção."

O tucano Manoel Pereira lamentou a ausência quase completa de especialistas em toxicologia no país, e também pediu que as multinacionais instaladas em Rio Verde, a exemplo das empresas brasileiras, também respeitem as leis ambientais.

Finalmente, o presidente da Câmara Municipal de Rio Verde, Idelson Mendes (PMN), disse que o diálogo deve mediar a busca de soluções para o acidente. "Entendo muito bem o que é a dor desses pais, de ver seus filhos sofrendo. Nós devemos somar forças para ajudar essas famílias. A Casa está solidária para ajudar", encerrou.

Compartilhar

Nós usamos cookies para melhorar sua experiência de navegação no portal. Ao utilizar você concorda com a política de monitoramento de cookies. Para ter mais informações sobre como isso é feito, acesse nossa política de privacidade. Se você concorda, clique em ESTOU CIENTE.