Frente a Frente
“Mudança de partido” é o tema do Frente a Frente desta quarta-feira, 6, produzido pela TV Assembleia e apresentado pelo jornalista Murilo Santos. Os entrevistados são os deputados Carlos Antônio (ex-PSC) e Ney Nogueira (ex-PP), que trocaram suas legendas pelo Solidariedade. Trata-se do 32º partido político aprovado, em setembro, pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), liderado pelo deputado Paulinho Força (ex-PDT) e ex-presidente da Força Sindical.
O deputado federal Armando Vergílio (ex-PSD) é presidente estadual do Solidariedade. O programa, que vai ao ar nesta quarta-feira, 6, às 19 horas, coloca frente a frente um deputado da base aliada de Marconi e outro da oposição, ligado ao ex-governador Alcides Rodrigues.
O deputado Ney Nogueira disse que trocou de partido político em razão das mudanças de posicionamento de sua legenda anterior, o PP. De acordo com ele, o PP havia decidido em convenção ser oposição ao Governo atual, mas houve uma mudança na direção da legenda, que ficou realinhada ao Executivo.
"Quero reafirmar minha mudança de partido. Independente do que foi dito, eu me sinto obrigado a falar de minha saída do PP. Em 2010, foi realizada convenção para definir posicionamento político. Depois, com a mudança de direção, o partido mudou sua posição. Isso criou constrangimento, porque eu mantinha a posição inicial. Agora, houve essa oportunidade. A população goiana anseia por mudança administrativa", afirmou o deputado.
Em articulação anunciada no início de outubro, o deputado Carlos Antonio trocou o PSC pelo Solidariedade. Na eleição de 2010, o representante de Anápolis somou 17.392 votos. “O que mais me impressiona é a liberdade que o Solidariedade está nos dando para apoiar uma candidatura, além de ser um partido que vai nos ouvir”, preconiza. Carlos Antonio diz ainda que lhe agrada a origem, o objetivo e a ideologia da nova legenda. “A gente vê a possibilidade de liberdade.”
Ney, por sua vez, posicionou-se contrário ao PP por não encontrar mais espaço na legenda nem sentir-se à vontade com os dirigentes. “As divergências foram aumentando e eu fui afastado dos diretórios municipal e estadual”, conta ele. “O Solidariedade nos deu abertura e não nos impõe condutas. Com o andamento do processo eleitoral, vamos ver qual o posicionamento a ser adotado para o próximo ano.”
Questionados pelo entrevistador sobre como será a convivência dos dois, já que Carlos Antonio continua na base aliada e Ney na oposição, mas dentro do mesmo partido, eles argumentam: “Sou de uma região que deu mais de 70% dos votos a Marconi Perillo e não vou trair meus eleitores. Por coerência, continuo na base aliada”, justifica Carlos Antônio.
Ney argumenta que os votos que o elegeram foram como opositor ao Governo atual. “Por coerência, continuo na oposição, pois os eleitores acreditaram nas minhas propostas”, argumenta Ney.
Mas ambos afirmam que a relação entre os dois continua amistosa, com muito respeito e sem extremismos. “É um relacionamento tão aberto e tranquilo, que achei por bem apoiar Carlos Antonio como líder do Solidariedade. O trabalho conjunto é que tem que surtir efeito”, diz ele nessa entrevista, que pode ser conferida no Frente a Frente de logo mais, pela TV Assembleia ou pelo Portal da Assembleia.