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Audiência pública discutiu drogadição em Colinas do Sul

08 de Novembro de 2013 às 09:07

O presidente da Comissão da Criança e Adolescente (CCA) da Assembleia Legislativa, deputado Carlos Antonio (Solidariedade), promoveu audiência pública no município de Colinas do Sul, na noite dessa quinta-feira, 7. O evento aconteceu no pátio da Escola Estadual Joaquim Tomaz, no centro da cidade, e teve como objetivo discutir o tema “Drogadição em Colinas do Sul” com alunos do colégio.

Além do parlamentar, que presidiu a reunião, estiveram presentes à mesa diretiva: o vereador Fernando Paulino, presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA);  a diretora da escola, Silmei Peixoto.

E ainda: os conselheiros tutelares de Colinas, Valdirene de Assis Araújo, Aparecida Souza Bento, Tânia Souza Ferreira e Marivânia Ferreira de França, presidente do conselho naquele município; cabo Edson Vitalino, representante da Polícia Militar do Estado de Goiás (PM/GO); e o aluno Heitor Perez de Oliveira.

Participações


O deputado Carlos Antonio abriu os trabalhos, afirmando que a audiência teria como foco a garantia do futuro da juventude de Colinas, através do combate às drogas e da conscientização dos jovens daquela localidade. “A nossa conversa de hoje será em cima disso: o futuro de cada um, e o que cada um de vocês espera do futuro.”

A diretora do colégio, Silmei Peixoto, esclareceu que o conselho tutelar local já desenvolve um trabalho de parceria com a escola, através da adoção conjunta de projetos educacionais destinados aos alunos. O vereador Fernando Paulino, presidente do CDCMA,  por sua vez, parabenizou o deputado, por estar estar observando a realidade de cada município goiano. "E aqui o senhor está observando uma classe de pessoas importantes para o futuro de nossa cidade e de nosso Estado.”

A presidente do Conselho Tutelar de Colinas do Sul, Marivânia Ferreira de França, lembrou que deve ser constante o trabalho de conscientização de pais e alunos acerca da importância dos conselhos tutelares para a garantia dos direitos da juventude.

Já o representante da PM, cabo Edson Vitalino, pediu maior captação de recursos destinados ao conselho do município. “ E quero reforçar o pedido ao deputado: não nos abandone, e traga recursos ao município, para que possamos realizar um trabalho bem feito, com o objetivo de defender a vida de nossos jovens.”

Drogas

Finalmente, Carlos Antonio  fez uma breve reflexão sobre a psicologia humana, em especial, durante a adolescência. “Toda ação humana passa por três estágios: o pensar, o agir e o reagir”, afirmou, explicando que toda ação é, necessariamente, precedida pela imaginação e pelo pensamento, e que, portanto, uma boa formação e conscientização seriam as chaves para que o jovem fizesse as escolhas certas em sua vida, evitando, assim, os vícios.

“Vocês estão na fase do pensar, estão entrando na fase de definir o que querem e o que não querem. Vocês vão escolher o que vão fazer de suas vidas”, explicou. 

“Mas existe uma coisa que destrói o nosso desejo de conquistar os nossos sonhos, e esse algo são as drogas. Usar as drogas é entrar em um túnel sem volta, e são raras as exceções daqueles que conseguem voltar”, refletiu o deputado.

Carlos Antonio lembrou ainda que a televisão, especialmente através de telenovelas, está se tornando um vetor de modificação do comportamento da juventude, o que incluiria a glamourização de uma subcultura da droga.

“Atualmente há, inclusive, uma novela muito popular, que exibe graves conflitos entre pai e filho, e incentiva a adoção de mudanças comportamentais. Não sou homofóbico e respeito o direito de todos, mas este folhetim praticamente afirma que toda família tem de ter um parente homossexual. Daqui a pouco, haverá o incentivo ao uso de drogas ilícitas”, constatou.

“Vamos, pois, utilizar a televisão apenas como meio de entretenimento, e nos precaver quanto ao seu poder de influência”, pediu.

Direitos

Ao final da reunião, Carlos Antonio falou sobre o papel do conselho tutelar, que é, sobretudo, zelar por quatro direitos de crianças e adolescentes: o direito à saúde, à educação, ao lazer e a uma família digna.

O parlamentar encerrou sua fala, reiterando que os conselhos funcionam como uma espécie de ouvidoria destinada a colher as reivindicações da juventude, e atuam como uma espécie de  canal exclusivo para a resolução de problemas pertinentes aos jovens.

”Portanto, não vejam os conselhos como um meio para puni-los: quando acionados, será sempre para protegê-los de algo que esteja ameaçando o direito de vocês”, concluiu o deputado.

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