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Reforma política

11 de Novembro de 2013 às 09:00
Tema está em debate no Programa Opinião e está sendo reprisado pela TV Assembleia. Participação do deputado Samuel Belchior.

A relevância dos temas existentes sobre reforma política foi colocada em pauta por líderes de partidos e cientista político no Programa Opinião, da TV Assembleia, que foi ao ar na noite de quinta-feira, 7,  e continua na programação da emissora ainda esta semana.

O debate teve a participação do presidente do PMDB, deputado Samuel Belchior, do advogado Paulo Silva de Jesus, presidente do PSDB goiano, e do professor da Universidade Federal de Goiás Robinson de Sá Almeida.

Os participantes abordaram assuntos como duração de mandatos, financiamento a candidatos e partidos, reeleição, limite de gastos, entre outros pontos que, segundo eles, são fundamentais para uma mudança eficaz no Brasil como um todo.

Para o deputado Samuel Belchior, um fator importante é a redução drástica nos gastos de campanha. Ele defendeu que a atual realidade permite que aberrações sejam cometidas em campanhas com o aval da lei. “Se um candidato comprova o orçamento de 30 milhões, por exemplo, ele pode usar este dinheiro na contratação de cabos eleitorais sem limites, e isto é indiretamente uma forma de comprar votos.”

Segundo o presidente do PMDB, a reforma é um fator fundamental e que deve ser feita com coragem para promover mudanças drásticas e definitivas. “O poder econômico atuante da maneira como se encontra atualmente na política, e as benéfices do cargo, da maneira como são utilizadas, são os maiores entraves para o desenvolvimento do país.”

Paulo de Jesus afirmou que defende um modelo onde ocorra o fortalecimento dos partidos e da ideologia defendida, e, assim como Samuel, acredita que a reforma política é urgente no País. “O modelo vigente atualmente é falido e impede o desenvolvimento do país. A mudança é necessária principalmente nos pontos onde se transformam interesses pessoais em moeda de troca política em desfavor da maioria.”

Para o professor Robinson de Sá Almeida, não há um modelo ideal pronto. O que existe, segundo ele, são várias vertentes que trazem vantagens e desvantagens. Ele defende a utilização do melhor de cada modelo, que é o que ele chama de sistemas proporcionais mistos. Neste modelo ocorreria um aproveitamento de trechos propostos por cada vertente, permitindo uma adequação melhor do sistema à realidade do Brasil.

O Programa Opinião foi exibido pelo canal 8 da NET e pelo Portal da Assembleia.

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