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Papel fiscalizador

17 de Fevereiro de 2014 às 17:00
Durante sessão solene, Major Araújo discursou em nome da oposição enumerando ações do Governo que considera equivocadas.

Durante a tarde desta segunda-feira, 18, aconteceu no Plenário Getulino Artiaga, sessão solene, que abriu, neste ano de 2014, a 4ª sessão legislativa da 17ª legislatura. O deputado Major Araújo (PRP) representou a oposição e discursou na tribuna.

Ao iniciar o seu pronunciamento, Major cumprimentou as autoridades presentes e funcionários públicos que acompanhavam a sessão nas galerias do local.

O deputado criticou a política brasileira, ao dizer que durante toda a sua história federalista, as oligarquias regionais desenvolveram métodos eficazes de obter vantagens do poder central e, quando a tanto não conseguiram, sempre fizeram trocas políticas tendendo obter o privilégio de não serem incomodadas nos limites de suas jurisdições.

Infelizmente ainda somos um arremendo de Federação, constituída de pequenos feudos e seus senhores e, como só acontece, sempre ao lado de um senhor feudal se instalam os puxa-sacos de plantão que vivem das sobras de suas próprias desonras”, disse o deputado.

Dando sequência aos seus pronunciamentos, Major Araújo ressaltou que a oposição não estava naquela tribuna para ofender ninguém, apenas cumprindo o seu papel institucional que é o de fiscalizar o Executivo e cobrar o irrestrito cumprimento da Constituição Federal e Estadual.

O parlamentar, ao longo de seu discurso, teceu críticas ao Governo. Ele condenou a contratação de Organizações Sociais na saúde pública e quanto à Universidade Estadual de Goiás (UEG), argumentou que as recentes greves colocaram em evidência a falta de estrutura e os baixos salários dos professores da instituição.

Ainda sobre a temática “Educação”, criticou o Estado por não ter pago o piso nacional do magistério aos professores e reprovou a incorporação de gratificação de titularidade equiparando os servidores públicos que se qualificaram por esforço próprio àqueles que não procuraram se aprimorar.

Major Araújo também desaprovou a Segurança Pública em Goiás, apontando Goiânia como a 28º cidade mais criminosa do mundo. Dando sequência no assunto, mencionou as greves da Polícia Civil como estarrecedor para qualquer governo e criticou a falta de efetivo da Polícia Militar.

O deputado enfatizou o atendimento precário do Ipasgo. A Companhia Energética de Goiás (Celg) foi alvo de críticas do parlamentar, que em seguida, também reprovou a relação que a Assembleia Legislativa de Goiás mantém com o Poder Executivo.

Viva como se você estivesse vivendo a segunda vez, e como se estivesse agido tão erradamente na primeira vez quanto está prestes a agir agora.” “Não podemos nos apegar aos nossos velhos erros e deixá-los se cristalizar em velhos esquemas mentais que sempre transformam o futuro numa amarga repetição do passado”, finalizou o parlamentar.

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