Doação de órgãos é tema de palestra a partir das 9 horas, na Assembleia
Gerente da Central de Notificação, Captação e Distribuição de Órgãos de Goiás (CNCDO-GO), o médico Luciano Leão faz palestra nesta terça-feira, 18, às 9 horas, no Auditório Costa Lima da Assembleia. O profissional vai enfatizar a importância de ser doador de órgãos e tecidos.
A iniciativa é da Seção de Serviço Social da Assembleia em parceria com a Seção de Atividades Culturais da Casa, com o apoio da Seção de Serviços Médicos, bem como da Diretoria Geral e Mesa Diretora.
Criada em 1998 e vinculada ao Sistema Nacional de Transplantes do Ministério da Saúde, a CNCDO-GO, chamada de Central de Transplantes, realiza exatamente trabalho de conscientização sobre a importância de ser doador de órgãos e tecidos.
“Oferecemos condições para que os pacientes que precisam de transplante se inscrevam em uma lista, atualizamos os exames pré-operatórios a cada três meses e buscamos sensibilizar médicos para que possam fazer parte da rede de transplantes, já que nenhum profissional da Saúde pode retirar um órgão sem que haja cadastro”, informou o gerente da Central.
Luciano Leão apontou uma pesquisa nacional realizada em 2012, que revela uma realidade de 60% de negativas de familiares para doação. “Dentre as maiores dificuldades das famílias, compreendem a dúvida quanto ao diagnóstico por morte encefálica e as dúvidas de origem religiosa ao acreditarem em um milagre”, frisou.
Mas o médico diz que se tem constatado um avanço nessa questão. “O Estado já realizou, desde 1995, mais de 11 mil transplantes, principalmente de córneas e rins. Apesar disso, não remos conseguido atender a demanda. Em nível nacional, Goiás se encontra em posição mediana. Precisamos de parcerias para que a população tenha confiança no Sistema Nacional de Transplantes”, ressaltou.
Perguntas
O que é o transplante? Quem pode e quem não pode ser doador? Quando podemos doar? Como posso ter certeza do diagnóstico de morte encefálica? Como proceder para doar? Estas são apenas algumas perguntas que Luciano Leão estará abordando em sua palestra.
O médico vai enfatizar, por exemplo, que não basta uma pessoa querer ser um doador de órgãos e tecidos. “Seus familiares precisam saber. São eles que vão autorizar a retirada dos órgãos e tecidos do doador para transplantes, considerando a vontade manifestada em vida.”
Ele também vai enfatizar que não tem limite de idade para ser um doador.
O deputado Helio de Sousa (DEM), vice-presidente da Alego e que é médico, diz que o ato de aceitar a doação de órgãos é uma questão cultural, pois muitos não têm consciência da importância do transplante. "E enxergo um problema de logística. Não temos estrutura que possibilita maior captação de órgãos. Além de tudo isso, é preciso conscientizar a população através de divulgações”, pontuou o parlamentar, que cumprimenta a Seção de Serviço Social da Casa pela iniciativa.
Para Helio de Sousa, é preciso ampliar as ações que já estão sendo realizadas, a fim de aprimorar o sistema de transplantes em Goiás. “A participação tem que ser também da sociedade, e não só do Estado. O setor religioso também precisa discutir a importância da questão e a comunicação precisa ser ampliada”, finalizou.