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Base e oposição propõem ação para enfrentamento da violência

19 de Março de 2014 às 09:48

Deputados da base aliada e da oposição na Assembleia Legislativa propõem uma força-tarefa para encontrar soluções para o problema da violência no Estado. A questão foi levantada no Poder Legislativo após o assassinato da servidora da Casa Ana Maria Duarte, na sexta-feira, 14, vítima de um suposto roubo em uma lanchonete do Setor Bela Vista, em Goiânia.

Para os deputados Júlio da Retífica e Fábio Sousa, representantes do PSDB, a fragilidade da segurança pública é uma mazela nacional e está diretamente relacionada com as drogas. Ele classificou como lamentável o quadro e que não dá mais pra aceitar tudo o que está acontecendo.

"O crime tomou conta do Estado e do País. Estão banalizando a vida porque hoje se mata por pouca coisa. E isso tem tudo a ver com a droga. Tanto o traficante como o usuário, que precisa buscar recursos pra custear seu vício, não têm limites. Está difícil ter onde prender e quando a polícia prende o Judiciário solta. O menor não teme punição, enquanto o policial que reage e mata pode até perder a patente. A nossa legislação é muito falha. Temos que fazer uma força-tarefa pra mudar a legislação, repensar a questão da segurança pública e da saúde para recuperar os usuários de drogas. É preciso refletir sobre isso”, avaliou Júlio da Retífica.

Fábio de Sousa tem opinião semelhante, analisando que o problema é em nível nacional e que se vive uma crise da segurança pública no Brasil e Goiás não está de fora. Segudndo ele, o tráfico de drogas cresce, o consumo cresce e a criminalidade cresce.

"Pode perguntar qualquer especialista em segurança pública que ele vai dizer isso. As drogas estão chegando a Goiás, não as plantamos aqui. Então o debate é muito mais amplo. O combate da criminalidade de forma geral tem de ser feito com muita cautela, por muitos pensadores, promovendo ações e liberdade para agir. Nosso Código Penal é terrivelmente frouxo”, disse Fábio.

O petista Luis Cesar Bueno acredita que os quadros da Polícia Militar precisam ser ampliados.  Ele defende que Assembleia Legislativa faça uma força-tarefa para estabelecer políticas públicas que visam garantir a paz e o fim da violência.

Ele citou números de 2010, conforme o anuário do Sistema de Segurança Pública do Brasil, que mostrou Goiás com 976 homicídios. Em 2011, foram 977 e em 2012, 2.553 homicídios. "Isso quer dizer que as políticas públicas gestadas pelo Estado não estão dando certo. O número de efetivos policias é o mesmo de 1980. Precisamos urgentemente contratar mais policiais porque a população cresceu nos últimos 30 anos. A Assembleia deve formar uma comissão especial, chamar a Secretaria de Segurança Pública e procurar ações concretas para melhorar esta situação."

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