Ação de mãos dadas em frente a Assembleia lembra torturados e mortos no regime militar
Com as mãos dadas, mais de uma centena de pessoas de movimentos organizados fizeram, na entrada da Assembleia, durante a manhã desta terça-feira, 1º, uma reflexão sobre os torturados e mortos durante o regime militar no Brasil.
Essa ação fez parte do Ato de Repúdio pelos 50 anos do Golpe Militar, convocado e organizado por 36 entidades do Fórum Honestino Guimarães, com respaldo da Comissão de Direitos Humanos, Cidadania e Legislação Participativa da Assembleia Legislativa, presidida pelo deputado Mauro Rubem (PT).
Para o evento está organizada também uma passeata, com dois carros de som, que sai nesse instante do hall de entrada do Palácio Alfredo Nasser, sede do Poder Legislativo estadual, passa pelo Monumento Mortos e Desaparecidos, Centro Administrativo, Avenida Goiás, Praça Bandeirante, Avenida anhanguera, 1ª Avenida e encerra na Praça Universitária, que leva o nome de Honestino Guimarães, uma das vítimas do regime militar.
O ato público conta com a participação de autoridades e representantes de vários segmentos da sociedade que pedem entre outros temas, a revisão da Lei de Anistia, punição aos torturadores, abertura dos documentos secretos de exército e do Estado Brasileiro, o fim da violência policial e contra a juventude pobre, negra, da periferia e aos povos indígenas.
São ainda motivadores do ato, a luta pela desmilitarização da Polícia Militar e do ensino, pela democratização dos meios de comunicação e contra a criminalização dos movimentos sociais através do Estado e da mídia e a lei antiterrorismo que tramita no Congresso Nacional.