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Ato de repúdio

01 de Abril de 2014 às 12:32
Deputado Mauro Rubem participa de ato de repúdio pelos 50 anos do Golpe Militar. Evento teve início na Assembleia nesta terça-feira, 1°.

 

De mãos dadas, mais de uma centena de pessoas de movimentos organizados fizeram, na entrada da Assembleia, durante a manhã desta terça-feira, 1º, uma reflexão sobre os torturados e mortos durante o regime militar no Brasil.

Essa ação fez parte do Ato de Repúdio pelos 50 anos do Golpe Militar, convocado e organizado por 36 entidades do Fórum Honestino Guimarães, com respaldo da Comissão de Direitos Humanos, Cidadania e Legislação Participativa da Assembleia Legislativa, presidida pelo deputado Mauro Rubem (PT). 

Para o evento foi organizada também uma passeata, com dois carros de som, que saiu do hall de entrada do Palácio Alfredo Nasser, sede do Poder Legislativo estadual, passando pelo Monumento pelos Mortos e Desaparecidos, Centro Administrativo, Avenida Goiás, Praça Bandeirante, Avenida Anhanguera, 1ª Avenida e encerra na Praça Universitária, que leva o nome de Honestino Guimarães, uma das vítimas do regime militar.

O ato público contou com a participação de autoridades e representantes de vários segmentos da sociedade que pedem entre outros temas, a revisão da Lei de Anistia, punição aos torturadores, abertura dos documentos secretos de exército e do Estado Brasileiro, o fim da violência policial e contra a juventude pobre, negra, da periferia e aos povos indígenas.

São ainda motivadores do ato, a luta pela desmilitarização da Polícia Militar e do ensino, pela democratização dos meios de comunicação e contra a criminalização dos movimentos sociais através do Estado e da mídia e a lei antiterrorismo que tramita no Congresso Nacional.


Participação



Além do deputado Mauro Rubem, que participou ativamente do ato, também estava presente no ato de repúdio pelos 50 anos do Golpe Militar, o jornalista e bacharel em Direito, Antônio Pinheiro Salles.

Encarcerado por nove anos, durante a ditadura civil-militar, Pinheiro Salles ressalta a importância da continuidade da luta vivida na época. "Foram 21 anos de regime militar nos quais vivemos na discriminação, injustiça e violência."

Para o jornalista, recuperar a memória das lutas do povo e cobrar pelos crimes praticados é garantir a mudança ocorrida. "Apesar do regime ter acabado, a luta continua para garantir a liberdade, a paz e a justiça em nosso país."

O evento na Assembleia foi promovido pelo Fórum Honestino Guimarães Ditadura Nunca Mais, com o apoio do presidente da Comissão de Direitos Humanos da Assembeia Legislativa de Goiás e membro do Fórum, deputado Mauro Rubem (PT).

 

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