Carlos Antonio propõe criação e outorga da Comenda Zilda Arns na Assembleia
Presidente da Comissão da Criança e Adolescente (CCA) da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego), o deputado Carlos Antonio (SD) vai solicitar providências da Mesa Diretora da Casa para criação e outorga da Comenda Zilda Arns no âmbito do Legislativo estadual. A decisão foi tomada na primeira reunião estratégica da CCA da Alego, na quarta-feira, 11, quando foi definida a pauta prévia que irá nortear o trabalho a ser desenvolvido por ela ao longo deste ano.
A Medalha de Honra ao Mérito Dra. Zilda Arns foi criada em 2010, na Câmara Federal, por iniciativa dos deputados Antonio Carlos Biscaia (PT-RJ) e Paulo Rubem Santiago (PDT-PE). A comenda é concedida pela Câmara dos Deputados, anualmente, a pessoas que atuam na defesa de crianças, adolescentes e idosos, especialmente no combate ao analfabetismo, à mortalidade, prostituição infantil, desnutrição e violência.
O deputado diz que Zilda foi uma mulher de coragem, que viveu para defender e promover as crianças, gestantes e idosos, construir uma sociedade mais justa, fraterna, com menos doenças e sofrimento humano.
"Em seu trabalho, ela sempre aliou o conhecimento científico ao conhecimento e à cultura popular; valorizou o papel da mulher pobre na transformação social; mobilizou a todos, pobres e ricos, analfabetos e doutores, na busca da Vida Plena para todos. Ela costumava dizer: 'Há muito o que se fazer, porque a desigualdade social é grande. Os esforços que estão sendo feitos precisam ser valorizados para que gerem outros ainda maiores'”, diz Carlos Antonio.
Zilda Arns morreu dia 12 de janeiro de 2010 no terremoto que devastou o Haiti. Neste mesmo dia discursou sobre como salvar vidas com medidas simples, educativas e preventivas. Fez o que sempre falou: congregar mais pessoas para se unirem na busca de “vida em abundância” para crianças e gestantes pobres.
Deixou sua marca na história do Brasil ao fundar e coordenar a Pastoral da Criança e Pastoral da Pessoa Idosa. “A Pastoral da Criança, desde o início, teve a preocupação não só de reduzir a mortalidade infantil e a desnutrição, mas também de promover a paz nas famílias e comunidades, pelas atitudes de solidariedade e a partilha do saber a todas as famílias”, afirma o deptuado.
Carlos Antonio está certo de que a Mesa Diretoria da Alego vai acatar sua solicitação, pois se trata de uma homenagem póstuma a uma pessoa que dedicou praticamente toda sua vida à causa da paz. “A ela, carinho e eterna gratidão.”