Deputados repercutem aprovação da Medida Provisória que promove reforma no ensino médio
A reforma do ensino médio aprovada por meio de Medida Provisória (MP), nesta quarta-feira, 8, no Senado Federal traz como uma das principais mudanças o tempo de permanência dos estudantes em sala de aula. Com a medida, a carga-horária escolar vai passar, a partir de 2018, das atuais 800 horas anuais para 1.000 horas, o que significa cinco horas diárias em sala de aula.
As outras matérias serão destinadas aos chamados itinerários formativos, em que o estudante poderá escolher entre cinco áreas de estudo: linguagens, matemática, ciências da natureza, ciências humanas e formação técnica e profissional. O projeto prevê que os alunos poderão escolher a área na qual vão se aprofundar já no início do ensino médio.
Antes da mudança os estudantes eram obrigados a cursar 13 disciplinas durante os três anos de ensino médio: português, matemática, biologia, física, química, filosofia, geografia, história, sociologia, educação física, artes, língua estrangeira e literatura. Com a Medida Provisória, apenas matemática, português e inglês são obrigatórios durante os três anos do ensino médio.
O deputado Lucas Calil (PSL), que é vice-presidente da Comissão de Educação, Cultura e Esporte da Alego, repercutiu a matéria. “No geral a medida é benéfica para a sociedade e para os alunos. Os estudantes terão a oportunidade de ingressar na universidade com uma base ampliada e concreta da escolha do seu futuro profissional”, avaliou.
Mas o parlamentar discorda da exclusão da disciplina de educação física da grade curricular do ensino médio. “A educação física deveria continuar como obrigatória aos alunos. A prática de exercícios é fundamental para o corpo e a mente. O número de crianças e adolescentes obesos no Brasil cresce cada dia mais”, finaliza Lucas Calil.
O presidente da Comissão da Criança e Adolescente da Assembleia Legislativa, deputado Carlos Antonio (PSDB), também deu sua opinião a respeito da reforma do ensino médio nacional. Carlos Antonio elogia o aumento da carga horária e a escola de tempo integral.
“Sou contra a exclusão de matérias tradicionais da grade escolar. Não concordo com a eliminação da matéria de educação física, dentre outras dos estudantes. A modernização do sistema educacional pode ser feita sem a exclusão de conteúdos tão importantes para a saúde e vida do aluno”, enfatiza.