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Vítima do césio 137 pede maior apoio financeiro do Poder Público

24 de Abril de 2017 às 08:58

Na solenidade de lançamento do Fórum Permanente Sobre o Acidente com o Césio-137, uma das vítimas da tragédia que aconteceu há 30 anos, Maraes Pereira de Almeida, falou à Agência de Notícias da Assembleia sobre a falta de respaldo do Poder Público quanto à saúde dos vitimados.

De acordo com Maraes, sua experiência com césio 137 era direta, o que acarretou problemas de saúde como disfunções hormonais. “Nós pegamos (material contaminado) com as mãos, almoçávamos dentro das áreas de risco. Continuávamos o resto do dia. Depois íamos até Abadia de Goiás (onde o rejeito radiativo foi depositado). As consequências disso foram, por exemplo, um problema de diabetes que tenho e problemas hormonais”, explicou.

Ele ressalta a inadimplência do Poder Público quanto a situação de saúde dos afetados pelo acidente. “Tomo uma injeção que custa 500 reais. Não tenho condições financeiras para isso. Dessa forma, fico sem tomar essa medicação. Não temos condições de fazer o tratamento devido a situação financeira. Temos uma pensão do Estado que não chega a um salário mínimo, cerca de 700 reais mensais.”

Ele afirma que gostaria que o Poder Público cumprisse seus deveres assegurando o direito dos vitimados. “Não dá pra arcar com a medicação. Gostaria de que o Poder Público cumprisse seus deveres, pois há uma Lei que nos favorece, porém, eles não estão cumprindo. Queremos mais atenção e respaldo”, concluiu.

O evento é realizado no Auditório Costa Lima do Palácio Alfredo Nasser e conta com a presença de representantes da Associação das Vítimas do Césio-137 e da Associação dos Contaminados, Irradiados e Expostos ao Césio-137.

Também participam representantes de instituições parceiras, como a Associação Hibakusha Brasil pela Paz, na pessoa de seu diretor, Kunihiko Bonkohara, sobrevivente da bomba atômica lançada sobre a cidade de Hiroshima, no Japão, em 1945. Além de Sérgio Dialetachi, ex-integrante do Greenpeace e expert na questão da energia nuclear e da Articulação Antinuclear Brasileira (AAB). 

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