Entrevista ao Jornal "O Hoje"
O jornal diário goianiense “O Hoje”, na edição desta quinta-feira, 31, traz como destaque entrevista de duas páginas com o presidente da Assembleia Legislativa de Goiás, deputado José Vitti (PSDB). O material é assinado pelos jornalistas Rubens Salomão e Venceslau Pimentel, que questionam sobre a gestão do tucano no comando do Legislativo Goiano e também política regional.
A entrevista foi concedida na sede do jornal, no Setor Sul, em Goiânia. Segue um resumo, com as perguntas e respostas sobre a gestão de Vitti na administração da Assembleia:
O hoje – A que o senhor atribui a economia de R$ 26 milhões, em sua gestão, e qual tem sido o impacto no orçamento da Assembleia com a Proposta de Emenda Constitucional do Teto de Gastos?
Vitti – A bem da verdade, a Assembleia não tem um custeio muito alto mensalmente. O gasto mais elevado é no que tange ao pessoal (folha). Na comparação com outros poderes, no caso do Ministério Público, por exemplo, lá a quantidade de promotores é muito maior, você tem esse gasto com pessoal. Porém, tem comarcas em todo o Estado, portanto, são prédios funcionando. Então, o custeio dos outros poderes é muito maior do que o da Assembleia Legislativa. Por isso, quando se fala em economia, você fala em relação à questão do pessoal.
Pode se falar então em prejuízo provocado pela PEC?
A Assembleia Legislativa foi muito penalizada, porque na gestão do ex-presidente Helio de Sousa, os repasses diminuíram por conta da crise econômica. Então, a Casa teve um custo operacional muito baixo no último ano da gestão do Hélio, que foi justamente o ano em que o Governo enviou para lá a PEC. E isso nos prejudicou sobremaneira. Eu não estou olhando só o hoje. Amanhã, se eu quiser retomar a construção da nova sede da Assembleia ou se eu quiser licitar uma reforma no prédio onde ela funciona, ou contratar, por exemplo, a Plataforma BIM (modelagem da informação da construção sobre ciclo da vida de um edifício), para fazer o projeto de readequação, nós vamos conseguir. Por que? Porque eu estou congelado. A PEC me congela. Nós temos um orçamento que se pode executar ou não. Foi o que aconteceu. No caso, o orçamento da Assembleia ele foi efetivamente executado em menos de 50%. E a PEC dizia isso. Ou seja, nós trocamos o que foi executado à época pelo orçado. E isso prejudicaria também o Executivo, segundo o governador, pois nessa minha mudança, eu incluí o Executivo. À época eu não observei esse detalhe. O governador então recomendou que a PEC fosse aprovada para depois observar a questão da Assembleia. Mas aí os outros poderes também se sentiram prejudicados.
Por isso o governo decidiu pela readequação, por meio de projeto que tramita na Assembleia?
Daí a necessidade de readequação, que é justamente a proposta que está tramitando agora. É para garantir o mínimo de funcionamento. Nós não estamos pedindo orçamento suplementar, revisão de orçamento. Nada disso. A gente quer apenas aquilo que foi orçado pelo menos no exercício anterior, que seja mantido. O Executivo também pediu revisão.
E sobre a economia alcançada no início de sua gestão?
Não é a descoberta da roda coisa nenhuma. As práticas administrativas que a gente entendeu ser necessárias nos geraram essa economia. Terceirizamos a frota, gastos com telefonia e internet foram rediscutidos com contratos bem mais baratos, também revisamos os serviços de limpeza. E também houve economia em algumas licitações que foram feitas.
E quanto à nova sede?
Temos expectativa de retomar as obras, que estão paradas há muitos anos. Essa sede, na verdade, é uma novela. Ela foi lançada em 2005. Quero aqui fazer um elogio ao ex-presidente Helio de Sousa que, em sua gestão, conversou com a empresa responsável, ponderando sobre preços. Aí houve o distrato. Hoje eu tenho um dossiê sobre tudo aquilo que já foi feito na obra, da demora e do que vamos fazer a partir de agora. Nós agora estamos na expectativa de licitar a obra para readequarmos os projetos executivos a uma nova realidade. Eu estou calculando que até o final deste ano nós estejamos aptos a lançar a licitação. A obra seria retomada a partir de abril do ano que vem. O orçamento fica em torno de R$ 70 milhões a R$ 80 milhões. Já foram aplicados R$ 25 milhões.
A entrevista na íntegra pode ser acessada no link: http://ohoje.com/impresso/flip