Audiência pública em Aruanã
A Assembleia Legislativa do Estado de Goiás, através da Diretoria de Assuntos institucionais da Casa, em parceria com a Secretaria Estadual do Meio Ambiente e com a Federação das Indústrias de Goiás (Fieg), realizou audiência pública no sábado, 2, na cidade de Aruanã, com o tema “ Araguaia mais povoado”. O intuito da audiência, segundo o diretor de Assuntos Institucionais da Alego, Frederico Fonseca Nascimento, foi de conscientizar a sociedade sobre a degradação ambiental dos rios e alternativas na preservação do Rio Araguaia.
A audiência ocorreu no prédio do Serviço Social da Indústria (Sesi) de Aruanã – Unidade Operacional de Lazer Olavo Costa Campos, Av. Altamiro Caio Pacheco, Setor João Rosato. Participaram do evento o propositor, Frederico Nascimento, o superintendente para Assuntos Metropolitanos e Projetos Estratégicos da Secretaria de Meio Ambiente, Recursos Hídricos, Infraestrutura, Cidades e Assuntos Metropolitanos (Secima), Wesley Borges (que representou o titular da Pasta, Vilmar Rocha).
Também estiveram presente o prefeito de Aruanã, Hermano de Carvalho (PSDB); o vice-presidente da Federação de Indústrias do Estado, Antônio de Souza Almeida; os vereadores da cidade de Aruanã Silvânio Nunes dos Santos (PHS) e Edson da Taboca (PSDB); representantes dos empresários, Marcelo Vilela Lauar; representante dos Condomínios de Aruanã, Eduardo Virgílio; representante do projeto Araguaia Mais Vida, Danilo Castanha; e o representante do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Léo Caetano.
Frederico Nascimento destacou que é de suma importância deixar o Araguaia povoado para as futuras gerações. “Nós queremos que a cidade de Aruanã faça parte desse crescimento, é preciso investir em infraestrutura”, destacou o diretor. Frederico anunciou dois convênios de R$ 210 e R$ 60 mil, autorizados pelo Governador Marconi Perillo (PSDB), para a compra de um veículo e uma máquina varredora mecânica para a cidade.
O prefeito Hermano de Carvalho destacou que se pode utilizar a água do Rio Araguaia como é utilizada do Rio São Francisco, de uma maneira sustentável. “A questão ambiental é seriíssima. No entanto, não podemos politizar situações como essas. É muito difícil de cuidar do meio ambiente, e somente trabalhando juntos podemos repovoar o Rio Araguaia”, afirmou.
Wesley Borges destacou que a Secima está com vários projetos voltados para ações que visam proteger o meio ambiente, como os de doações de mudas, madeiras, além da soltura de alevinos. “Podemos trabalhar o reflorestamento do Rio Araguaia. A Secretaria está com várias ações voltadas para o meio ambiente, vocês podem nos procurar para consultoria. Precisamos cuidar do nosso rio e todas ações voltadas para o meio ambiente são fundamentais para a sociedade.”
Representante dos condomínios de Aruanã, Marcelo Vilela enfatizou que um rio bem cuidado não é importante somente para o meio ambiente, mas, para a sociedade em geral. “Temos que seguir as regras, saber o que se pode pescar. Estamos todos aqui para defender o Araguaia. Temos ideias divergentes, mas, o intuito principal é a defesa do rio.”
Danilo Castana apresentou o projeto “Araguaia Mais Vivo”, para repovoamento sustentável do vale do Araguaia. De acordo com ele, uma das metas do programa é soltar 5 milhões de alevinos juvenis em um período de cinco anos. Além da manutenção dos estoques naturais de peixes. “É preciso pensarmos a longo prazo, mas, também, é necessário trabalharmos desde já para o repovoamento do Rio.”
Representante do Ibama, Léo Caetano parabenizou e destacou a importância da audiência pública no âmbito do meio ambiente. Enfatizou que o órgão não está fazendo o monitoramento necessário por falta de infraestrutura.
Danilo informou que estudos realizados pela Embrapa constataram que a soltura de alevinos pode trazer grandes danos ao Rio. “O problema de trazermos peixe de cativeiros é que se pode diminuir consideravelmente a variedade genética e com isso a soma de doenças é maior. A principal falta de alevinos é a comida. O que está faltando é área de preservação permanente, é preciso proteger as áreas de reprodução”, afirmou.
Após as discussões finais, Frederico Nascimento propôs a realização de uma Comissão para que seja dada continuidade a todos os projetos falados durante a audiência pública.