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Semana do Cerrado

14 de Setembro de 2017 às 12:16
Crédito: Sergio Rocha
Semana do Cerrado
Vertentes do Cerrado - Projetos e Ações
Durante audiência pública, deputada Adriana Accorsi cria comissão para aperfeiçoar projeto de lei que pretende colaborar na preservação da água e do cerrado. A audiência foi realizada nesta quinta-feira, 14.

A Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) realizou nesta quinta-feira, no período da manhã, no Auditório Costa Lima, audiência pública para debater o tema: “Vertentes do Cerrado/Projetos e Ações”. A iniciativa, que faz parte da Semana do Cerrado, proposta pela deputada Delegada Adriana Accorsi (PT), superou as expectativas dos participantes, notadamente da propositora do evento.

Presidida pela deputada Delegada Adriana Accorsi, a mesa dos trabalhos foi composta pelas seguintes autoridades: Renato de Paiva, superintendente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), em Goiás; Alair Luis dos Santos, presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado de Goiás (Fetaeg); Clovis José de Almeida, da empresa Frutos do Brasil; e o professor José Aloísio Ferreira Lima, da Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip).

Ao abrir o evento sobre a preservação do bioma Cerrado, Adriana Accorsi agradeceu a presença de todos, ressaltando a importância do debate sobre projetos e ações para preservar o Cerrado. Ela fez avaliação positiva da audiência pública, adiantando que as ideias colocadas no evento serão devidamente avaliadas com vistas à elaboração de projetos de leis e ações objetivando a preservação desse bioma, que considera vital para a melhoria da qualidade de vida da população.

Antecedendo o debate, duas artistas do Grupo de Artistas do Cerrado fizeram uma apresentação cultural. Elas ressaltaram a importância da conscientização sobre a preservação do Cerrado e foram aplaudidas.

De início, foi mostrado aos presentes o projeto de lei que a deputada vai propor sobre os produtores de água. Depois foram colhidas sugestões sobre os conservadores de água com vistas a aperfeiçoar o mesmo, antes de ser apresentado em Plenário.

Em seguida fez uso da palavra o superintendente do Ibama, que parabenizou a sugestão do projeto de lei para resguardar os conservadores de água do Estado de Goiás. “Nessa época de seca, vemos uma explosão dos conflitos de água. Não só os desvios de cursos, mas da própria água que está acabando”, colocou. Renato de Paiva enfatizou a importância de se melhorar o orçamento dos órgãos fiscalizadores ambientais para que possam desenvolver a contento o seu trabalho. “É preciso que a lei valha para todos. E isso só vai ocorrer quando os órgãos fiscalizadores tiverem apoio e mais recursos para trabalhar”, concluiu.

O presidente da Fetaeg ressaltou a importância de ampliar a responsabilidade de conservar água nas grandes cidades. “Se comparar hoje com 20 anos atrás se percebe que córregos e rios estão desaparecendo. O plantio de cana, algodão e soja estão desertificando a terra”, frisou Alair Luis dos Santos. Também fez coro com Paiva sobre a necessidade de fortalecer as instituições que fiscalizam o meio ambiente no Estado. “Precisamos trabalhar com intuito de produzir águas e preservar águas, pois as secas estão cada vez mais intensas e a cada dia fica mais difícil produzir”, sintetizou.

O professor José Aloísio Ferreira Lima, da Oscip: “SOS Cerrado, integrando conhecimento e ações”, apresentou dados sobre a devastação do bioma. Afirmou que não existe mais cerrado: “Perdemos em 16 anos 4% em matas. Nós temos agora o pós-cerrado. Não existe mais aquele cerradão antigo. É preciso ver o que se pode fazer com ele. Hoje temos uma tecnologia avançada que pode melhorar isso”. Ele cobrar projetos de leis que definam um sistema de acompanhamento da preservação dos biomas. “É preciso ser algo que acompanhe e fiscalize corretamente”, finalizou.

O empresário Clovis de Almeida, da indústria de alimentos Frutos do Brasil, salientou a experiência dele para o debate sobre preservação do cerrado, enfatizando, sobretudo a importância da água: “Busco frutas nativas, faço colheita. Num ano vou a um lugar e vejo um cerrado bonito; no outro ano não tem nada, só lavouras. Um ano tem água, no outro está seco”, revelou. E enfatizou: “Se não houver um reflorestamento grande nas nascentes hoje, daqui a poucos anos não teremos água para tomar. Hoje, até as serras que são proibidas estão sendo desmatadas pra fazer pasto”. Para ele, o cerrado é a mina de ouro do mundo e onde está nossa água doce.

Depois, foi aberto espaço para debate entre os presentes, que fizeram declarações e denúncias sobre a degradação do cerrado em diversas áreas do Estado. Também marcaram presença, no debate, jovens entre 14 e 24 anos que participam do programa Jovem Aprendiz do Centro Salesiano do Adolescente (Cesam). Adriana Accorsi assumiu compromisso de se empenhar mais ainda na luta pela preservação do cerrado, inclusive foi criada uma comissão, a fim de aperfeiçoar o projeto de lei, “para que venha de fato contribuir para preservação da àgua”, enfatizou a deputada. 

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