Valorização da vida
A Assembleia Legislativa de Goiás (Alego), através da Divisão de Saúde e Promoção Social, juntamente com a Diretoria de Recursos Humanos realizou na manhã desta quarta-feira, 20, às 9 horas a abertura da campanha “Viver Vale a Pena! Suicídio Nunca”. O evento que teve iniciativa do deputado Francisco Jr. (PSD), faz parte das atividades do Setembro Amarelo. Maria de Jesus, voluntária do Centro de Valorização da Vida (CVV) ministrou palestra na ocasião.
Em entrevista concedida a Agência Assembleia de Notícias, Francisco Jr. falou a respeito da valorização da vida. Segundo ele, com tanta correria no dia-a-dia as pessoas não têm tempo para refletir sobre a própria vida. O parlamentar enfatiza que o Setembro Amarelo busca justamente a reflexão de viver.
“Devido a muitas dificuldades passadas pelas pessoas em seu cotidiano, algumas delas infelizmente perdem o prazer de viver e ficam em situações de depressão, angústia, pressão interna e externa que as levam a cometerem atitudes absurdas contra a própria vida. Precisamos conversar sobre o assunto e nos apoiarmos uns aos outros para encontrarmos a alegria de viver”, destaca Francisco Jr.
A palestrante Maria de Jesus explicou a importância de eventos como este para divulgação do Setembro Amarelo. “É preciso falarmos sobre a prevenção do suicídio e sobre a valorização da vida. Desde 2014 estamos batendo nessa tecla. É preciso mostrarmos a essas pessoas que viver sempre vale mais a pena”, enfatiza.
Dados sobre suicídio no mundo
- Na europa, as taxas de suicídio estão diminuindo e no Brasil aumentando, entre jovens de 15 a 24 anos.
- Taxa de suicídio entre jovens cresceu 30% em 25 anos.
- No Brasil, 25 pessoas por dia tiram a própria vida.
- A cada 40 segundos uma pessoa se mata no mundo, totalizando quase um milhão de pessoas todos os anos.
Fontes: Datasus, banco de dados do Sistema Único de Saúde (SUS) e CVV.
De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), em 90% dos casos os suicídios são preveníveis por estarem associadas a patologias de ordem mental diagnosticáveis e tratáveis, principalmente a depressão. Ou seja, muitas dessas vidas podem ser salvas onde houver devido tratamento e a assistência das redes de cuidado e atenção. A OMS considera o suicídio caso de saúde pública.
O evento foi realizado no saguão interno da Casa.