Empresário Alessandro Lobo nega favorecimento à sua empresa pela Goiás Turismo
O empresário Alessandro Alves Lobo Guerra, representante da Wolf Music LTDA, participa neste momento da oitiva na reunião da Comissão Parlamentar de Inquerito (CPI) que investiga possíveis irregularidades na Goiás Turismo. A CPI tem lugar no Auditório Solon Amaral nesta quarta-feira, 20.
Ao ser questionado pelo deputado Humberto Aidar (PT) a respeito das disparidades de preços entre cidades, ele respondeu que a diferença de preços se devem à logística, data e dificuldades das cidades, além do tempo para o recebimento. “A exposição do artista também aumenta o preço, pois mídia é caro”, afirmou.
Alessandro Guerra também falou sobre a quantidade de shows que a dupla César e Alessandro, a qual a Wolf Music representa, pela Goiás Turismo. “Tentei pegar na prefeitura as notas fiscais, mas não dei conta, porque o sistema estava fora do ar. Mas creio que entre 2012 e 2016 a dupla César e Alessandro fez cerca de 12 shows para a Goiás Turismo”, estima. Ele ressaltou que a Goiás Turismo costuma demorar para saldar os pagamentos. “Eu tenho dois shows para receber, que tem mais de um ano que foi feito. Isso encarece o show, porque não sabemos quando vamos receber”, salientou.
O empresário também respondeu ao questionamento do deputado Claudio Meirelles (PR), que quis saber se houve algum pedido de facilidades financeiras por parte de algum agente público. Alessandro negou e disse que em nenhum momento foi pedido qualquer facilidade financeira à sua empresa.
Alessandro disse que a crise financiera que o país enfrenta afetou negativamente o mercado de shows, uma vez, por entender que show é supérfluo. "Então, a pessoa corta essa despesa e isso afetou nosso mercado”, frisou.