Começa audiência pública sobre os 30 anos da tragédia com o Césio 137
Proposta pelo deputado Henrique César (PSDB) tem início audiência pública que vai debater sobre os “30 anos do acidente radioativo Césio 137, sua história e legado”, na manhã desta terça-feira, 26, no auditório Solon Amaral.
O deputado Henrique César está na presidência da mesa de trabalhos. Também compõem a mesa o Procurador Geral da República em Goiás, especialista em direito e gestão ambiental, Ailton Benedito de Souza; o Diretor Geral do Centro de Assistência dos Radioacidentados (C.A.RA), André Luiz De Souza; e a jornalista e gerente da Mac Editora, Mirian Alves Tomé Rezende; além do secretário da Associação das Vítimas do Césio 137, Odesson Alves Ferreira e o prefeito municipal de Abadia de Goiás, Romes Gomes.
Sobre o acidente
No dia 13 de setembro de 1987, catadores de lixo encontram, nas antigas instalações do Instituto Goiano de Radioterapia, no centro de Goiânia, um aparelho de radioterapia abandonado. Eles removem o equipamento e o vendem a um ferro-velho, onde foi desmontado, expondo ao ambiente 93g de cloreto de césio-137 (CsCI). Somente em 28 de setembro de 1987, a esposa do dono do ferro-velho leva parte da máquina de radioterapia até a sede da Vigilância Sanitária, quando é identificada a contaminação radioativa. Em 23 de outubro, pouco mais de um mês após o acidente, a criança Leide das Neves Ferreira (sobrinha do dono do ferro-velho) faleceu em decorrência dos efeitos radioativos, vindo a tornar-se símbolo do acidente.