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Jornalista que fez a cobertura da tragédia relata experiência vivida durante o Césio 137

26 de Setembro de 2017 às 10:44

Mirian Tomé que era repórter da TV Anhanguera na época do acidente contou, na audiência que discute os 30 anos do Césio 137, na Assembleia, que ela fez a primeira matéria sobre o assunto, a primeira entrevista com Devair Ferreira, que era dono do ferro velho, para onde a peça foi levada naquele dia.  

“Nós entramos no ferro velho e perguntamos o que eles estavam sentindo e ele disse que estava se sentindo mal. Naquele momento eu só não me tornei uma vítima do grupo 1 porque estendi a mão para o entrevistado e ele tirou a mão e disse que estava com a mão machucada e sentia muita dor”, contou, lembrando que é espiritualista e que acredita que teve, naquele momento, uma proteção de Deus.

Ela ressaltou que veio participar da audiência porque “foram poucas as vezes que vi aqui na Assembleia audiências discutindo a tragédia do Césio”.

A jornalista declarou ainda que no outro dia ela foi dar continuidade à matéria e quando chegou na Vigilância Sanitária encontrou com o físico José Júlio Rosenthal, da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) que tinha chegado em Goiânia e disse a ela que havia visto a matéria dela no dia anterior e que ela poderia estar contaminada. “Os médicos me diziam que eu poderia ser estéril, mas eu apenas fui irradiada. Oito meses depois eu engravidei, graças a Deus, e tive uma filha que está hoje com 24 anos, mas ela teve uma doença congênita e se curou aos 5 anos”.

“Há três anos atrás eu estava dando uma entrevista sobre isso e falei para meu colega jornalista que achava que o Césio tinha sido esquecido. Só falam sobre isso em época do aniversário da tragédia”, falou.

A jornalista finalizou dizendo que tratamento psicólogo deveria ser direito de todas as vítimas do acidente. “A falta de medicamentos é muito grave. Acho pouco chamar o ocorrido com o Césio de acidente. Na minha uma opinião foi uma grande tragédia no Estado de Goiás. Mirian sugeriu ao deputado deixar uma data fixa para encontros na Assembleia Legislativa para debates sobre o Césio 137”.

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