Região Metropolitana de Goiânia
A Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) realizou a primeira parte da audiência pública na manhã desta quarta -feira, 18, no Auditório Costa Lima, em que a Universidade Federal de Goiás e a Secretaria do Meio Ambiente, Recursos Hídricos, Infraestrutura, Cidades e Assuntos Metropolitanos (Secima), apresentaram o diagnóstico do Plano Desenvolvimento Integrado da Região Metropolitana de Goiânia (PDI-RMG) à comunidade e as autoridades presentes. A iniciativa do evento na Assembleia é do deputado Francisco Jr (PSD). A programação começou às 8 horas, sendo finalizada a primeira parte, ao meio dia. Às 14 Horas, será realizada a segunda parte da apresentação, com a previsão de encerramento às 17 horas.
No período matutino, a mesa dos trabalhos foi presidida pelo deputado Francisco Jr, onde também teve assento o secretário da Secima, Vilmar Rocha; o superintendente da Região Metropolitana de Florianópolis, Cássio Taniguchi; o superintendente-executivo de Assuntos Metropolitanos da Secima, Marcelo Sáfadi; o presidente da Câmara Municipal de Goiânia, Andrey Azeredo (PMDB); o professor da UFG, Pedro Célio; o coordenador do Plano, Henrique Alves, além de representantes de outros municípios.
Ao discursar, Francisco Jr explicou que desafios devem ser vencidos sobre o tema. "Temos muitos problemas e pouca interação, e precisamos mudar isso. Há problemas, sim, pois eles nunca acabam, mas temos de trabalhar sempre com muita interação, para obtermos resultados."
De acordo com o superintendente-executivo de Assuntos Metropolitanos da Secima, nesta primeira parte foi abordado a respeito do diagnóstico final da Região Metropolitana de Goiânia. Segundo ele, estará sendo cumprido a primeira etapa desenvolvida pelo plano em relação a situação da região. Destacou que a reunião de hoje veio para convalidação do processo.
“Estamos convictos da nossa preocupação em relação ao sistema viário, do transporte coletivo, com a água, entre outros. Devemos reforçar isso, hoje, para que nos dê força para encaminhar as propostas, novas diretrizes e os acordos metropolitanos envolvendo 20 municípios que, definitivamente, devem começar a realizar seu planejamento de forma integrada", explicou Safadi.
O parlamentar disse ter convicção de que o trabalho que hoje está sendo realizado seja bem prestado e possa trazer frutos. "A Assembleia é um local muito oportuno para a discussão, já que o Estado tem a função de mediar. Mas não podemos nos furtar que os grandes atores neste tema são realmente os municípios, o prefeito e sua equipe com trabalhos na gestão de solos, resíduos, entre outros. É fundamental, portanto, essa interação e conscientização para obtermos avanços", finalizou o deputado ao dar as boas-vindas aos presentes.
Já o coordenador do Plano, Henrique Alves, falou que desde de janeiro deste ano está sendo realizada a revisão do PDI. De acordo com ele, foram feitos levantamentos de dados, diagnósticos, perímetros urbanos, entre outros pontos, para que em seguida, pudesse ser realizado um prognóstico.
“Estamos propondo soluções para os próximos 10 anos de desenvolvimento da cidade de Goiânia. Nossa previsão é prever soluções de planejamento urbano, como na implantação de corredores viários, questões do uso de ocupação do solo, polos de desenvolvimento econômico, além da preservação ambiental que a base desse Plano Diretor que está sendo construído”, afirma.
O secretário de Governo, Vilmar Rocha, destacou na oportunidade os principais pontos de atenção do Executivo na elaboração do Plano de Desenvolvimento Integrado da Região Metropolitana de Goiânia (PDIRM). Segundo Rocha, o ponto com maior destaque seria a crise hídrica pela qual a população da região passa. "É um problema do Estado, do País, mas sobretudo, aqui da Região Metropolitana de Goiânia. Temos uma população de aproximadamente 2,4 milhões de habitantes e esse assunto hídrico é realmente muito importante", disse.
Vilmar explicou que o diagnóstico sobre a questão foi feito e tomadas medidas de caráter emergencial, no sentido de resolver o problema até que as chuvas retomem. "Mas essas medidas não resolvem o problema a médio e longo prazos. Para isso, temos que tomar medidas mais fortes para superar a crise hídrica", frisou.
A partir das 14 horas, a audiência pública prossegue no Auditório Costa Lima, para tratar sobre os temas de desenvolvimento urbano, mobilidade e transporte público.