Psicóloga cobra medidas emergenciais de atenção aos idosos
Presidente do Conselho Municipal do Idoso de Goiânia, a psicóloga Marli Bueno de Castro participa da audiência pública “Brasil e seu Envelhecimento Populacional”. O encontro tem lugar no Auditório Solon Amaral da Assembleia Legislativa de Goiás, na manhã desta quinta-feira, 19.
"Quando pensamos em políticas públicas, pensamos em programas planejados, principalmente para os idosos. Temos nosso Estado como nosso representante, mas nós sabemos que na prática nada disso acontece e ficamos sozinhos, batalhando e cobrando das autoridades agilidade dos processos”, disse Marli Bueno.
Ela lembra que pesquisas têm mostrado a necessidade urgente de mais Centros Dias, centros de apoio ao idoso. Hoje, diz, Goiânia conta apenas com um Centro Dia dedicado ao idoso. "O idoso ativo acolhido na sociedade tem melhorado sua qualidade de vida. Precisamos aumentar o número desses centros.”
Para a psicóloga, a Prefeitura de Goiânia está ausente quando o assunto é assistência social ao idoso. Ela cobrou da prefeitura e também do Governo do Estado maior atenção e mais dignidade para acolher as pessoas de mais idade. “Precisamos de clínicas terapêuticas, de casas de acolhimento transitória e de instituições de longa permanência, na cidade de Goiânia.”
Ao finalizar sua fala, a psicóloga pediu a regulamentação efetiva do fundo municipal do idoso. A lei foi sancionada em 2016, pelo então prefeito Paulo Garcia (PT). “A lei completa um ano e um mês e nada caminhou e nem foi regulamentado. A lei não está em funcionamento.”