Pró-reitora da UFG diz que cortes de verbas põem em risco setores de educação e pesquisa
Durante a audiência, que nesta quarta-feira, 25, debate sobre a importância do conhecimento científico no Brasil, a pró-reitora de pesquisa e inovação da Universidade Federal de Goiás (UFG), professora Maria Clorinda Soares Fioravanti, iniciou sua participação falando sobre Ciência e terminou falando sobre Educação.
A professora disse ser inquestionável que a soberania do país possa existir sem que haja investimentos em pesquisas. "E no nosso País como um todo a divulgação científica ainda é pouco disseminada. Isto é o que reflete na diferença entre os países que têm capacidade de desenvolver seus cidadãos e aqueles que não têm", destacou.
Maria Clorinda disse que é nítido o retrocesso que o País vem observando desde o ano de 2014, quando o Governo Federal iniciou cortes nas verbas que são destinadas à educação e pesquisas, em todos os programas. “O corte que temos para 2018 é ainda maior e coloca em risco todo o desenvolvimento do país e, consequentemente, sua soberania. A intensidade dos cortes é tão brutal que o Presidente da República recebeu uma carta, assinada em conjunto por vários ganhadores do Prêmio Nobel, informando suas preocupações com o que vem ocorrendo no Brasil com a diminuição dos investimentos no setor de Educação e Desenvolvimento de Tecnologia”.
A pró-reitora da UFG destacou ainda que a Ciência e Educação andam juntas e que quando não se investe nestas, ocorre o colapso de uma nação. “Nós professores, pesquisadores e estudantes estamos aqui hoje para solicitar que nos ajudem a garantir a existência e a preservação dos sistemas de educação e pesquisa que foram construídos com muito esforço durante as últimas décadas”, finalizou.