Tem início audiência que debate presença de psicólogo nas escolas
Por iniciativa do deputado Francisco Jr. (PSD), teve início a audiência pública que debate a obrigatoriedade de psicólogo escolar na rede pública de ensino fundamental e médio de Goiás. A reunião ocorre no Auditório Costa Lima da Assembleia Legislativa (Alego) na manhã desta terça-feira, 14.
O deputado preside a mesa de trabalhos. Além dele, estão compondo a mesa o presidente do Sindicato dos Estabelecimentos Particulares de Ensino (Sepe), representando o Conselho Estadual de Educação, Flávio Roberto de Castro, a presidente da Comissão de Psicologia Escolar do Conselho Regional de Psicologia, Alba Cristhiane Santana.
Também na mesa o representante da Associação Brasileira de Psicologia Escolar no Estado de Goiás, mestre Maraísa Oliveira Costa, e o psicólogo do Serviço Especializado de Apoio à Aprendizagem da Rede Pública do Distrito Federal, mestre Leonardo Vieira Nunes.
Francisco Jr. apresentou no dia 29 de agosto deste ano o Projeto de Lei nº 3253/17 que trata do assunto. De acordo com o parlamentar a situação do mundo de atual exige ações diferentes. “Os professores, os profissionais da educação ficam sem ter como agir. É fundamental a presença nas escolas de um profissional qualificado, nesse caso um psicólogo escolar que possa fazer a interlocução e a orientação das diversas realidades da escola na comunidade educativa: aluno, professor, profissional da educação e família”, disse.
Ele citou exemplos de problemas dentro da sala de aula que poderiam ser amenizados com a orientação constante de um psicólogo. “Nós temos situações extremas por causa desse desequilíbrio na sociedade, como por exemplo uma criança chegar armada na escola e atirar nos colegas. Mas, nós temos também situações cotidianas de aluno agredir professor e colegas. Além do bullying”, explica.
Tais circunstâncias são costumeiras e precisam de solução. “São situações que estão muito recorrentes e precisam de uma orientação em todo lugar. Então, a nossa intenção é ter um profissional que seja dirigido a essa demanda. Por mais que o professor tente, o foco dele não é esse”, sustenta.
Francisco Jr. explica que a intenção da audiência pública é trazer para discussão essa demanda e almejar o ideal para que possa ser feito o possível. “A lei que propus fala em um psicólogo por escola. Isso é possível? Se por questões financeira, orçamentárias, neste momento não for, então vamos fazer o que é viável almejando o ideal lá na frente. Pensar em ao menos um psicólogo a cada 10 escolas, 20 escolas”, cita.