Audiência sobre violência contra a mulher levanta várias questões sobre o problema
Por iniciativa da deputada Isaura Lemos (PCdoB), está sendo realizada na Assembleia Legislativa, audiência pública para debater violência de gênero, por ocasião do Dia Internacional da Não Violência contra a Mulher. A data, que é comemorada em 25 de novembro, foi instituída pela Organização das Nações Unidas (ONU) como forma de combater os crimes motivados por questões de gênero. A audiência é realizada no Auditório Costa Lima.
Presente ao encontro, a secretária municipal de Saúde de Goiânia, Fátima Mrué, fez uso da palavra para destacar a importância do trabalho de combate às agressões psicológicas e verbais contra as mulheres. “Temos de estar empenhados, e utilizarmos de todos os mecanismos disponíveis para que não ocorram casos e que estes não venham afetar as mulheres”, alertou.
Segundo Fátima, o homem, por sua insegurança, acaba por cometer a maioria dos crimes de violência contra o sexo feminino. “Toda vez que uma agressão ocorre, em maioria por parte do homem, ela ocorre por mecanismos de insegurança deste diante da segurança apresentada por uma mulher”, disse.
Já a representante da Delegacia da Mulher, delegada Ana Elisa, falou sobre a Delegacia da Mulher. De acordo com ela atuar nesta área é trabalhar 24 horas por dia, já que os crimes não têm hora para acontecer. “Por isso a nossa delegacia funciona 24 horas por dia, e é a única Deam que funciona assim, justamente para atender as mulheres vítimas de agressão”, informou.
A delegada reforçou a necessidade de que as vítimas façam a denúncia. “De tudo que eu poderia dizer hoje, é que o mais importante é denunciar, é você citar a violência. Esse ano nossa Delegacia já prendeu mais de 500 agressores, entre eles maridos, namorados, pais, filhos. Não importa o agressor, o que importa é denunciar”, disse.
A delegada falou também sobre a segmentação de violência contra a mulher tais como a violência contra mulheres negras e ainda sobre a cultura do estupro.
O prefeito de Trindade, Jânio Darrot (PSDB), disse que os Poderes públicos têm a função de dar maior atenção àqueles que necessitam de assistência. “E os casos de violência contra a mulher é uma destas situações”, apontou.