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Patrulha Maria da Penha e Rede de Assistência em Goiás são valorizados em audiência

24 de Novembro de 2017 às 12:06

Por iniciativa da deputada Isaura Lemos (PCdoB), está sendo realizada na Assembleia Legislativa, audiência pública para debater violência de gênero, por ocasião do Dia Internacional da Não Violência contra a Mulher. A data, que é comemorada em 25 de novembro, foi instituída pela Organização das Nações Unidas (ONU) como forma de combater os crimes motivados por questões de gênero. A audiência é realizada no Auditório Costa Lima.

Presente ao evento, a diretora do Centro de Valorização da Mulher (Cevam), Dolly Soares destacou que a politica pública de proteção a mulher ainda é falha em Goiás. "As voluntárias aqui presentes hoje é que nos ajudam a manter o Cevam de portas abertas 24 horas por dia, permitindo então ajudar as mulheres que são vítimas de violência", disse a diretora que pediu na ocasião uma reunião com o Prefeito de Goiânia para discutir a questão.

Dolly destacou ainda que a Patrulha Maria da Penha, um grupo criado pela Polícia militar com objetivo de combater atos violentos contra mulheres, e que hoje atua em mais de 11 Estados, é o que os ajuda a manter a luta contra os crimes Ela citou também os homicídios no Colégio Goyazes e no Colégio em Alexânia, dizendo que a culpa não é das escolas. "É um problema de Segurança Pública", apontou.

A superintendente de Políticas para as Mulheres da Secretaria da Mulher e Desenvolvimento Social, da Igualdade Racial, dos Direitos Humanos e do Trabalho, Cecília Aparecida de Melo, levantou dados sobre a questão da assistência à vítimas de violência contra a mulher. Segundo ela, 14 Centros especializados de atendimento a mulher estavam implantados, e em 2017 mais 10 foram criados. "Isso totaliza 24 Centros em Goiás. Nós estamos em 2° lugar em casos, exatamente porque aqui a mulher sabe o caminho da denúncia. Goiás é hoje um Estado que ouve e atende essas denúncias. Em outras partes do País essa estatística não existe simplesmente porque não há denúncias. Temos grupos de apoio, Casa da Mulher, enfim uma rede de apoio implantada. Temos política pública no Estado de Goiás. É um trabalho de formiga que vamos plantando e colhendo", informou.

A Coronel Silvana, da Patrulha Maria da Penha, falou sobre o seu trabalho. "Antes o policial que atendia a ocorrência não tinha conhecimento do histórico e muitas vezes não dava a importância devida ao caso. Hoje, com a Patrulha, temos em torno de 70 a 80 policiais capacitados e atuando em 24 municípios dando uma assistência a vítima. Nós vamos à residência, fazemos um acolhimento, mostrando os direitos e deveres, mostrando que queremos apoiá-la e ajudá-la. Nós mulheres somos apenas 10% do efetivo e hoje vejo o quão grande é nossa luta e o que nos molda a lutar por nossos direitos", relatou.

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