Alego promove ações educativas com foco na coleta seletiva de lixo
Diretora da CooperRama, Dulce Helena do Vale voltou à Assembleia Legislativa, na tarde dessa quarta-feira, 29, para ministrar, aos servidores da Casa, nova palestra sobre coleta seletiva solidária. A palestrante representa uma das cooperativas de catadores de materiais recicláveis que recebem os resíduos coletados na Assembleia Legislativa de Goiás (Alego).
Dulce do Vale, que há mais de dez anos trabalha com a catação de materiais recicláveis na Capital, informou que a categoria da qual faz parte ainda sofre com a pouca participação da sociedade no que tange à separação do lixo. “A coleta seletiva é assunto que importa não apenas a quem vive dela. Importa à toda a sociedade, porque, com ela, garantimos a reciclagem e assim evitamos de tirar matéria-prima da fauna, da flora. Deixamos de derrubar árvores e poluir rios”, alertou.
A palestra ocorreu no Auditório Costa Lima, às 14 horas. Conferência de igual teor foi realizada na manhã, confira matéria.
A ação educativa integra a programação da 7ª edição do Semana Interna de Prevenção de Acidentes do Trabalho e Meio Ambiente (Sipatma), que foi iniciada na manhã de ontem. O evento será encerrado na tarde desta quinta-feira, 30, com show musical do cantor Pedro Pessoa.
Coleta Seletiva na Alego
A Alego inaugurou, no início deste ano, o Programa de coleta seletiva da Casa. Embora ainda encontre dificuldades, a iniciativa piloto já conta com alguns resultados satisfatórios, como o caso da parceria com a CooperRama, que atualmente sustenta 32 trabalhadores em regime de cooperativa.
O gestor do Programa de Coleta Seletiva da Alego, Lucíano Emídio, destaca que, além das contribuições socioambientais, a iniciativa visa reduzir os custos da Casa com relação à destinação adequada do lixo nela produzido. “Estamos trabalhando para gerar menos resíduos para o aterro sanitário. Já notamos uma diminuição de cerca de 30% do resíduo gerado pela Alego, que envolve principalmente copos plásticos e papéis”, informa o servidor.
Os custos citados dizem respeito ao exercício da lei municipal nº 9.498/2014, expedida pela Prefeitura de Goiânia, que obriga entidades enquadradas como grandes geradoras de lixo a se responsabilizarem pela coleta e transporte dos resíduos por elas produzidos. Incluem-se, no caso, as instituições que geram mais de 200 litros de lixo por dia.
Inserida na categoria, a Alego produz, atualmente, em média, 300 litros diários de resíduos, incluindo matéria orgânica e material reciclável, que juntos são conduzidos para o aterro sanitário. Para reduzir tal impacto, a Seção de Serviços Especiais de Engenharia de Segurança, Medicina do Trabalho e Meio Ambiente (Sesmt), responsável pelo programa de gestão ambiental dessa Casa Legislativa, além de promover a coleta seletiva, tem estudado a viabilidade de implantação de outros projetos complementares.
Dentre os novos projetos a serem implantados futuramente, incluem-se o incentivo à utilização de canecas individuais (para a redução do uso de copos descartáveis) e a compostagem de borras de café. Segundo informações coletadas pelo pessoal do Sesmt, atualmente, a Alego consome cerca de 700 kg de pó de café por mês. A ideia é que o adubo produzido seja doado a instituições educativas, públicas ou filantrópicas, que desenvolvam projetos de horta.