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Dia do Voluntariado

28 de Agosto de 2018 às 15:45
Crédito: Denise Xavier
Dia do Voluntariado
Dia do Voluntário
Em 28 de agosto é comemorado o Dia do Voluntariado. Voluntários da Assembleia Legislativa ressaltam espírito colaborador dos servidores em todas as campanhas. Todos apontam as ações como fator de realização pessoal.

O Dia do Voluntariado, instituído pela Lei federal nº 7.352/85, é comemorado anualmente em 28 de agosto. A data celebra a boa vontade dos cidadãos que doam seu tempo aos mais necessitados, sem receber qualquer tipo de contrapartida. O Brasil tem, atualmente, cerca de 7,4 milhões de voluntários, de acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD) 2017, divulgada pelo Instituto de Geografia e Estatística (IBGE). Isso quer dizer que 4,4% da população brasileira com mais de 14 anos realiza algum tipo de atividade não remunerada em prol de causas que acreditam.

Maria Amélia, servidora de longa data da Assembleia Legislativa de Goiás, lotada na Comissão de Minas e Energia, é parte da estatística. Há quase 40 anos ela atua como voluntária no Hospital Araújo Jorge, proporcionando momentos de alegria a pacientes que lutam contra o câncer. “Me apaixonei e nunca mais deixei”, declarou, ao contar como foi sua primeira vez na instituição.

Logo que soube que a conversa viraria matéria, a servidora fez questão de dizer que, sem o auxílio de tantos outros funcionários da Casa, seu trabalho de nada valeria. “Não faço nada sozinha. O esforço de um vai se somando ao esforço do outro. Só assim nossos eventos se tornam possíveis”, continuou, ao citar vários nomes: de todos companheiros de sala, e de pessoas de outros departamentos.

Ela diz que o trabalho voluntário é sua grande motivação de vida: “Ele é minha distração, minha terapia. Trago muito mais do que levo. Sou muito mais ajudada do que ajudo”, afirma Maria Amélia. Sua dedicação ao próximo é inspiração para muitos. Lousanne Paula, chefe da Seção de Atividades Culturais, conta que iniciou a vida no voluntariado depois de conhecer de perto o trabalho da colega. “Seu pioneirismo e magnífico trabalho social tocaram meu coração, e decidi que queria ser voluntária também”, revelou.

Hoje Lousanne faz parte do grupo Querer Bem Projetos Sociais. Ela, a também servidora Mary Coimbra e outros amigos da seção juntam-se, em datas especiais, para proporcionar festinhas à população carente. Uma vez, a ação solidária percorreu mais de 500 quilômetros até chegar a Cavalcante, pequeno município goiano na Chapada dos Veadeiros. No Dia das Crianças, os pequenos da comunidade quilombola ali instalada viveram algo completamente novo: pularam no pula-pula, se esbaldaram na piscina de sabão, dançaram músicas animadas, tomaram um lanche gostoso e ganharam vários brinquedos.

“Faz mais bem para mim do que para a pessoa que está recebendo”, afirma Lousanne, ao explicar porque se dispõe a realizar esse tipo de trabalho. Engajada, sempre que pode ela estimula os demais servidores do Legislativo a praticarem a caridade. No Natal, por exemplo, virou tradição a distribuição de cartinhas de crianças carentes, arrecadadas pela Atividades Culturais e adotadas por funcionários da Casa. “A Mary sai com um bolo de cartas daqui da sala e em poucos minutos já volta sem nada”, comemora.  

A servidora Neide Castro, da Seção de Promoção Social, também tem história para contar. Voluntária há 34 anos, ela dedica seus fins de semana à educação e conscientização de crianças e jovens da Região Leste de Goiânia, e da cidade de Senador Canedo. Entre as obras sociais realizadas pelo Centro Espírita que frequenta, O Consolador, destaque para oferta de cursos profissionalizantes, de oficinas recreativas (de música, culinária, e esportes), e para a esperada distribuição de sopa quentinha à comunidade carente.

A assistente social busca na caridade alimento que consiga nutrir sua alma. “A vida não tem sentido se não nos colocamos no lugar do outro”, diz Neide, ao justificar suas décadas de dedicação ao próximo. Com alegria, ela se lembra de crianças que alfabetizou no passado que, agora adultas, voltaram à instituição como voluntárias.

Apesar de lei que comemora o Dia do Voluntariado, não há qualquer legislação que, de fato, incentive a prática do trabalho voluntário, estabelecendo qualquer tipo de benefício ou compensação aos cidadãos que cedem força de trabalho aos necessitados, muitas vezes preenchendo buracos de responsabilidade do próprio Estado. Não há norma que trate, por exemplo, de dedução de impostos, ou de abono de faltas no emprego. Ainda que interessantes, possíveis concessões de vantagens não animam tanto assim os voluntários. Eles dizem que a satisfação está, justamente, em doar-se pura e simplesmente por amor ao próximo. “O sorriso é o nosso pagamento”, encerra Lousanne. Maria Amélia complementa: “Ser voluntário é não ser egoísta”.


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