CPI da Enel
O presidente Lissauer Vieira (PSB) anunciou, no final da sessão ordinária desta quinta-feira, 7, a relação dos 5 deputados titulares e dos 5 suplentes da CPI da Enel, que terá seu presidente e relator definidos na próxima terça-feira, 12 de março, às 14h, durante reunião da Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ).
Os cinco titulares são: Henrique Arantes (PTB), Alysson Lima (PRB), Diego Sorgatto (PSDB), Cairo Salim (Pros) e Amilton Filho (SD).
Os cinco suplentes são: Rafael Gouveia (DC), Thiago Albernaz (SD), Vinicius Cirqueira (Pros), Antonio Gomide (PT) e Tião Caroço (PSDB).
Logo após a lista ser divulgada, o deputado Álvaro Guimarães (DEM) protestou, alegando que seu partido não possui nenhum integrante na CPI e ficou decidido que o pedido do parlamentar será analisado na reunião de terça-feira, 14h, antes de decidir o presidente e o relator da CPI da Enel.
Autor da proposta
A CPI da Enel é uma propositura do deputado Henrique Arantes (PTB) do dia 19 de fevereiro. O objetivo, segundo o requerimento, é apurar os termos contratuais da privatização, bem como os termos de investimento da empresa para o ano de 2018 e anos subsequentes.
Henrique Arantes argumentou que a CPI investigará, inicialmente, o termo de privatização da Enel, especialmente o compromisso da empresa em investir R$ 1 bilhão por ano. “Temos documentos em que a Enel afirma que investiu só R$ 800 milhões no ano passado. Vamos fazer a devida investigação e, caso se comprove que a companhia é devedora, vamos cobrar dela multa e, sobretudo, respeito com a população goiana”.
Segundo o parlamentar, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) afirma que a Enel de Goiás é, atualmente, a pior empresa fornecedora de energia do Brasil. Além de reclamações de serviço de baixa qualidade, a Enel também teve o maior reajuste no preço do kilowatt em todo o Brasil. Enquanto a média de reajuste no País foi de 10%, na capital goiana, os preços subiram mais de 30%.
Atendendo pedido do deputado Alysson Lima (PRB), também feito dia 19, será investigada ainda a venda da Companhia Energética de Goiás (Celg) para a italiana Enel, bem como todo o processo da privatização em questão.