Diretor da Enel afirma que empresa participou de leilão da Celg por causa de benefícios fiscais oferecidos
Durante exposição na reunião da Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ), o diretor institucional da Enel, Humberto Eustáquio, apresentou argumentos contra projeto do deputado Paulo Cezar Martins (MDB) que retira benefícios fiscais concedidos pelo governo anterior à empresa. Ele frisou também que no primeiro leilão para venda da Companhia Energética de Goiás (Celg D) não apareceram candidatos interessados em adquiri-la, e que a Enel não iria se credenciar se não houvesse os benefícios fiscais oferecidos pelo Governo.
Segundo o diretor, a Enel desembolsou mais de R$ 2 bilhões para aquisição da Celg e que, se fossem levados em conta processos trabalhistas sob responsabilidade da acionista majoritária, o valor da empresa não ultrapassaria R$ 500 milhões. Ele afirmou ainda que em 2018 a Enel fez investimentos de R$ 750 milhões, com recursos próprios, e em 2019 vai investir mais R$ 800 milhões para melhorar os serviços oferecidos.