Defensora expõe as condições precárias do Centro de Internação Provisória
A defensora Pública de Goiás, Bruna do Nascimento Xavier, pontuou, durante a audiência pública da Comissão da Criança e Adolescente, as condições inadequadas e insalubres apuradas durante fiscalização do Centro de Internação Provisória (CIP).
Bruna citou a “importância de voltar os olhos para as condições dos jovens que cumprem medidas socioeducativas, que vivem em condições sub-humanas. Condições estas que nenhum jovem deve estar submetido, principalmente se estiver sob os cuidados do Estado”, salientou.
As condições da unidade, passado cerca de um ano do incêndio que vitimou dez jovens, conforme relata Bruna, "são insalubres", com falta de camas, de colchões, no alojamento. A defensora não poupou detalhes das condições dos adolescentes, desde a falta de acesso a materiais de higiene e limpeza pessoal, à alimentação inadequada.
De acordo com os relatos da defensora, na unidade de internação não existem atividades pedagógicas, com a maioria dos jovens sem acesso a escolas, bem como faltam atendimentos médicos e psicológicos. Por fim, a defensora reafirmou que as unidades de internação de jovens continuam com estrutura precária e sob risco de novos acidentes.