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Todas por Elas: mulheres na política

21 de Março de 2019 às 11:39
Crédito: Denise Xavier Lemes
Todas por Elas: mulheres na política
Mesa-redonda sobre "O lugar delas na política", evento da campanha "Todas por Elas", comemorativa ao Dia Internacional da Mulher
Ciclo de debates sobre temas femininos chega ao fim nesta 5ª-feira, 21. Da mesa-redonda participaram a deputada Lêda Borges, a professora Denise Paiva, a advogada Larissa Junqueira e a assessora da Alego, Milena Costa.

Encerrado na manhã desta quinta-feira, 21, na Assembleia Legislativa do Estado de Goiás (Alego), o ciclo de debates que foi realizado ao longo dos dias 19, 20 e 21 de março, sobre o universo feminino, intitulado “Todas por Elas”. Nesses três últimos dias, a programação constou de mesa-redonda pela manhã, no Salão Nobre Dr. Henrique Santillo, exposição e amostras no período da tarde.

Os temas abordados durante o evento, nos três dias respectivamente, foram “Elas contra o feminicídio”, “ Saúde da Mulher “ e “O lugar delas é na política”. Exposição e amostras ainda permanecerão no saguão da casa até o final desta quinta-feira.

No debate “O lugar delas é na política” participaram a deputada Lêda Borges (PSDB), a doutora em Ciências Políticas e professora da Universidade Federal de Goiás (UFG) Denise Paiva, a presidente da Associação Brasileira de Mulheres na Carreira Jurídica/GO (ABMCJ), doutora Larissa Junqueira Reis Bareato, e a assessora temática da Alego, Milena Costa.

A deputada tucana Lêda Borges disse que é preciso provar para a sociedade que as mulheres são tão capazes quanto os homens. "Nossa persistência e determinação são preponderantes para a ocupação de poder em todo os setores que testam a nossa capacidade”, afirmou. Ela conclamou as mulheres a enfrentar a realidade: “Nas esferas de poder ainda não compreendemos a importância de estar à frente, mas precisamos lutar por isso, sem nos furtar dessa missão”.

Em tom descontraído ao abordar um assunto bastante sério para a maioria das mulheres, a professora Denise Paiva lembrou que a Ciência Política não pode explicar o número tão reduzido de mulheres na política e, muito menos, o porquê desse número, apesar de baixo, continuar tímido, demonstrando na prática uma sub-representação feminina. Denise disse que, mais que cotas, o sistema eleitoral deve dar condições para que as mulheres tenham candidaturas efetivamente competitivas, para que elas possam chegar realmente às instâncias de poder.

Ter o que comemorar

A advogada Larissa Junqueira Reis Bareato demonstrou pensar o assunto de maneira positiva, quando disse que entende que as mulheres têm muito a comemorar, pois em várias outras áreas elas já ocupam cargos de grande destaque e essa mudança se deu em muito pouco tempo.

Compartilhando desse pensamento, a assessora da Alego, Milena Costa, disse que enxerga avanços, mas que é preciso aprimorar o sistema criando cotas e estabelecendo controles para alcançar a igualdade necessária da mulher na política.

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