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Deputado Antônio Gomide homenageia Campanha da Fraternidade em sessão solene
O deputado Antônio Gomide (PT) realizou, na sexta-feira, 20, uma sessão solene em homenagem à Campanha da Fraternidade, na Assembleia Legislativa de Goiás, cujo lema, em 2026, é “Fraternidade e Moradia”. Na ocasião, houve a entrega de certificados de honra ao mérito para cerca de 40 homenageados, que desenvolvem ações voltadas à melhoria da qualidade de vida das comunidades.
Antônio Gomide lembrou que a Campanha da Fraternidade se tornou patrimônio cultural e material do povo goiano a partir de um projeto de lei de sua autoria, com base em sugestão do ex-reitor da Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC-Goiás), Wolmir Amado.
“A campanha deste ano é inspirada no lema ‘Ele veio morar entre nós’. Esse versículo do Evangelho de João ensina que Deus se fez presente por meio da simplicidade e que seu filho veio ao mundo experimentando a fragilidade humana, inclusive a necessidade de ter uma casa para morar. Em Goiás, a Igreja Católica sempre se posicionou ao lado dos mais necessitados, apoiando o direito à moradia e os movimentos por regularização fundiária”, destacou.
O deputado ressaltou o trabalho da Igreja em apoio aos ocupantes da antiga fazenda Caveirinha, em Goiânia, que se tornou o Jardim Nova Esperança, onde milhares de famílias conquistaram o direito à moradia. O parlamentar citou ainda a atuação do arcebispo de Goiânia, Dom João Justino, pelo apoio à Pastoral da Moradia, que desenvolve ações voltadas à regularização urbana em todo o estado.
Antônio Gomide também mencionou a atuação do frei José Fernandes em favor dos direitos das famílias do Solar Ville, em Goiânia, por meio da campanha Despejo Zero. Além disso, destacou iniciativas do Tribunal de Justiça de Goiás, que instaurou a Comissão de Soluções Fundiárias, do Ministério Público, que criou o Núcleo Permanente de Incentivo à Autocomposição para dirimir conflitos, e também da Defensoria Pública do Estado de Goiás.
“O Censo de 2022 mostra 152 favelas ou comunidades urbanas onde vivem cerca de 94 mil pessoas. Goiânia concentra 55 dessas áreas, totalizando 25 mil pessoas. Essas comunidades enfrentam problemas nas áreas de saúde, educação, saneamento, transporte e infraestrutura, além de limitações no acesso à dignidade. Essa realidade demonstra a importância da Campanha da Fraternidade deste ano, que chama a atenção para a questão da moradia. A luta pela moradia ganhou marco relevante com a promulgação da Constituição de 1988, que a consagrou como direito fundamental”, ressaltou.
O arcebispo Dom João Justino de Medeiros Silva afirmou que a Campanha da Fraternidade propõe uma reflexão sobre a moradia como dimensão essencial da dignidade humana, indo além de um abrigo físico para representar proteção, convivência familiar e inserção social. Segundo ele, a ausência de moradia digna compromete o projeto de vida plena e fere princípios da justiça social.
Ele ressaltou ainda que a campanha é um chamado à conversão pessoal e coletiva, incentivando a sociedade a assumir responsabilidades concretas diante das desigualdades sociais. Nesse sentido, defendeu a necessidade de políticas públicas eficazes e iniciativas solidárias que garantam o direito à moradia, além de reconhecer ações da Igreja, como a Pastoral da Moradia, e projetos desenvolvidos pela Pontifícia Universidade Católica de Goiás voltados à inclusão social e ao atendimento da população vulnerável.
“Que ninguém fique sem casa, sem dignidade, sem esperança. Confiamos esta intenção ao Divino Pai Eterno para que nos ajude a construir uma sociedade em que a fraternidade se traduza em gestos concretos e onde cada pessoa possa encontrar um lar para viver com dignidade”, disse o arcebispo.
A reitora da PUC-Goiás, Olga Izilda Ronchi, destacou a Campanha da Fraternidade como um chamado à fé e à ação concreta, especialmente no que diz respeito ao direito à moradia digna. Segundo ela, a universidade, em sintonia com as diretrizes da Igreja Católica e da Arquidiocese de Goiânia, assume o compromisso de promover reflexão acadêmica e incentivar atitudes baseadas na compaixão e na justiça social, estimulando estudantes, professores e funcionários a enfrentarem o tema com responsabilidade.
A reitora também ressaltou iniciativas da instituição, como a atuação em ocupações urbanas, projetos de extensão voltados à população em situação de rua e ações interdisciplinares que discutem planejamento urbano e políticas públicas. “Todos nós, nesta Campanha da Fraternidade, renovamos nossos compromissos com a fé e com a justiça social”, afirmou.
O pároco da Catedral do Senhor Bom Jesus da Lapa, padre Edmilson Luiz de Almeida, destacou a mensagem cristã de amor ao próximo como base para a justiça social. Segundo ele, a fé em Jesus se concretiza na prática da caridade e no cuidado com os que sofrem. Ele afirmou ainda que a Eucaristia fortalece esse compromisso, levando os fiéis a transformarem o amor a Deus em ações concretas em favor das pessoas, especialmente na luta por direitos como a moradia digna. O religioso também defendeu a união em torno da caridade como caminho para a transformação social, ressaltando que o bem praticado gera impacto coletivo e expressa o testemunho cristão.