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Na semana do Dia das Mães, Rubens Marques apresenta projeto para acolher mães que perdem seus bebês
Na semana do Dia das Mães, o deputado estadual Rubens Marques (PSB) apresentou, nesta quarta-feira, 6, na Assembleia Legislativa de Goiás (Alego), o Projeto de Lei Maria Luísa.
A proposta nasce de uma dor real, que muitas vezes acontece em silêncio. Mulheres que perdem seus bebês ainda dentro da barriga ou no momento do parto não enfrentam apenas o luto, muitas vezes enfrentam também hospitais despreparados, falta de sensibilidade e situações que aumentam ainda mais o sofrimento.
É comum relatos de mães que recebem a notícia de forma fria, sem apoio psicológico, que permanecem internadas ao lado de outras mães com bebês saudáveis, ou que passam por todo esse processo sem a presença de alguém de confiança. Em um momento tão delicado, o que deveria ser cuidado, muitas vezes se transforma em mais dor.
O projeto apresentado por Rubens Marques propõe justamente mudar essa realidade. A ideia é garantir que essas mães e famílias tenham acolhimento de verdade, começando pelo atendimento psicológico imediato, com acompanhamento durante toda a internação. Também assegura o direito a um acompanhante em todas as etapas, do diagnóstico ao pós-parto, e garante que essas mulheres sejam colocadas em ambientes reservados, com mais privacidade e respeito ao luto.
A proposta também reforça a importância da forma como a notícia é dada. A comunicação precisa ser clara, mas, acima de tudo, humana e empática, respeitando o tempo de cada família.
Outro ponto sensível é o direito à despedida. O projeto garante que os pais possam ver, tocar e segurar o bebê, se assim desejarem, além de permitir a criação de memórias, como registros simbólicos e fotografias, sempre respeitando a vontade da família.
Para evitar situações constrangedoras dentro dos hospitais, a proposta inclui o uso de um símbolo discreto, como uma borboleta, nos prontuários e portas dos quartos, para que toda a equipe saiba que aquela mãe está vivendo um momento de perda.
Além disso, o projeto prevê a preparação dos profissionais de saúde, com treinamentos sobre como comunicar más notícias, como lidar com o luto perinatal e como evitar práticas que possam causar ainda mais sofrimento. Também há a preocupação com o cuidado emocional dos próprios profissionais.
Na justificativa, o deputado destaca que essa é uma dor profunda, que pode deixar marcas por toda a vida quando não há acolhimento adequado.
“Nem todas as mães levam seus filhos para casa. E essas mulheres não podem ser ignoradas. Elas precisam de cuidado, respeito e humanidade. Esse projeto é para garantir que, mesmo na dor, elas não estejam sozinhas”, afirmou Rubens Marques.
O projeto começa agora a tramitar na Assembleia Legislativa.